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Anac permite voos após as 23h em Congonhas em situações excepcionais

Medida não altera o horário regular do aeroporto e será aplicada apenas em contingências que afetem voos já programados

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovou uma nova interpretação das regras de funcionamento do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, permitindo que pousos e decolagens possam ocorrer após as 23h em situações excepcionais. A medida busca reduzir os efeitos em cascata provocados por eventos extraordinários na malha aérea brasileira.

Apesar da autorização, o horário regular de funcionamento do terminal permanece entre 6h e 23h. A decisão não permite que companhias aéreas programem normalmente novos voos depois desse limite.

Exceção vale para voos já previstos

Segundo a Anac, a flexibilização poderá ser utilizada para permitir a conclusão, total ou parcial, de operações que já estavam previstas para o mesmo dia, mas que sofreram impactos provocados por situações fora da rotina, como condições meteorológicas adversas ou outras contingências relevantes.

A medida atende a um pedido apresentado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear). O objetivo é dar maior previsibilidade à atuação conjunta das autoridades, empresas aéreas e administração aeroportuária quando acontecimentos extraordinários provocarem atrasos significativos.

A Resolução nº 55, de 2008, estabelece que nenhuma aeronave civil pode operar em Congonhas entre 23h e 6h, salvo exceções já previstas, entre elas transporte de enfermos graves, órgãos destinados a transplantes e operações de busca e salvamento.

Casos serão avaliados individualmente

A concessionária Aena, responsável pela administração de Congonhas, informou que as eventuais prorrogações serão analisadas caso a caso e não representam uma ampliação permanente do horário operacional.

Segundo dados divulgados pela empresa, em 2025 ocorreram cinco prorrogações do funcionamento do aeroporto. Em 2026, até o início de setembro, foram registradas outras duas situações semelhantes.

A Abear também destacou que a possibilidade deverá ficar restrita a situações de emergência ou força maior, especialmente quando condições meteorológicas adversas provocarem interrupções por motivos de segurança.

Com a mudança, a expectativa é diminuir cancelamentos, atrasos prolongados e reflexos sobre conexões em outros aeroportos do país, preservando, ao mesmo tempo, as restrições regulares de funcionamento de Congonhas.

Da redação Mídia News Campo Grande

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