
O assessor Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, e o sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, foram presos durante a operação realizada nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio.
A ação teve como objetivo cumprir dez mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Ao todo, oito mandados de prisão foram cumpridos, incluindo um contra um investigado que já estava detido.
Investigação revela esquema de violência sexual
Segundo as investigações, o grupo é suspeito de produzir vídeos de violência sexual contra adolescentes, incluindo registros de estupros coletivos e torturas.
Os investigados utilizariam as gravações para ameaçar as vítimas com a divulgação das imagens a familiares e nas redes sociais. As chantagens, acompanhadas de agressões físicas e psicológicas, teriam como objetivo obrigar as adolescentes a permanecer sob o controle dos envolvidos.
A Polícia Civil descreveu a organização como uma rede de escravidão sexual, na qual os suspeitos se autodenominavam “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”.
Denúncia de adolescente iniciou investigação
O caso começou a ser investigado em julho de 2026, após uma adolescente de 16 anos procurar a polícia acompanhada dos pais para denunciar os abusos.
Na ocasião, Matheus Rodrigues Gonçalves, então assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), foi preso sob suspeita de violência sexual contra a adolescente.
A apreensão de computadores e aparelhos celulares permitiu aos investigadores identificar outros suspeitos e ampliar as apurações.
Talíria Petrone determina exoneração do assessor
Após tomar conhecimento da operação, a deputada federal Talíria Petrone informou que determinou a exoneração do assessor envolvido na investigação.
A parlamentar declarou solidariedade à vítima e à família, afirmou que não compactua com qualquer forma de violência contra mulheres e meninas e defendeu uma investigação rigorosa, independente e com respeito ao devido processo legal.
Até o momento, não foram divulgados elementos que indiquem participação da deputada nos crimes investigados.
Polícia investiga outras possíveis vítimas
A Polícia Civil continua analisando o material apreendido para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação individual dos suspeitos.
Os investigados poderão responder, conforme as provas e a responsabilidade atribuída a cada um, por crimes como exploração sexual de adolescentes, estupro, tortura, corrupção de menores e associação criminosa.
A Polícia Militar informou que sua Corregedoria acompanha o caso e avaliará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.
As prisões fazem parte de uma investigação em andamento, e a responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.
Da redação Mídia News Campo Grande

