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Assessor de Talíria Petrone, do PSOL, e sargento da PM são presos em operação contra exploração sexual no RJ

Operação NXIVM investiga rede suspeita de explorar sexualmente adolescentes, produzir vídeos de abusos e utilizar ameaças e torturas para controlar as vítimas

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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação NXIVM, que resultou na prisão de sete pessoas suspeitas de integrar uma rede de exploração sexual de adolescentes. Entre os detidos estão um assessor parlamentar da deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) e um terceiro-sargento da Polícia Militar.

O assessor Carlos Alberto Lúcio Bittencourt Filho, de 45 anos, e o sargento Maurício Douglas Souza das Chagas Moura, de 35 anos, foram presos durante a operação realizada nos municípios de Niterói, São Gonçalo e Maricá, na Região Metropolitana do Rio.

A ação teve como objetivo cumprir dez mandados de prisão e 18 de busca e apreensão. Ao todo, oito mandados de prisão foram cumpridos, incluindo um contra um investigado que já estava detido.

Investigação revela esquema de violência sexual

Segundo as investigações, o grupo é suspeito de produzir vídeos de violência sexual contra adolescentes, incluindo registros de estupros coletivos e torturas.

Os investigados utilizariam as gravações para ameaçar as vítimas com a divulgação das imagens a familiares e nas redes sociais. As chantagens, acompanhadas de agressões físicas e psicológicas, teriam como objetivo obrigar as adolescentes a permanecer sob o controle dos envolvidos.

A Polícia Civil descreveu a organização como uma rede de escravidão sexual, na qual os suspeitos se autodenominavam “senhores” e tratavam as vítimas como “escravas”.

Denúncia de adolescente iniciou investigação

O caso começou a ser investigado em julho de 2026, após uma adolescente de 16 anos procurar a polícia acompanhada dos pais para denunciar os abusos.

Na ocasião, Matheus Rodrigues Gonçalves, então assessor do vereador Professor Túlio (PSOL), foi preso sob suspeita de violência sexual contra a adolescente.

A apreensão de computadores e aparelhos celulares permitiu aos investigadores identificar outros suspeitos e ampliar as apurações.

Talíria Petrone determina exoneração do assessor

Após tomar conhecimento da operação, a deputada federal Talíria Petrone informou que determinou a exoneração do assessor envolvido na investigação.

A parlamentar declarou solidariedade à vítima e à família, afirmou que não compactua com qualquer forma de violência contra mulheres e meninas e defendeu uma investigação rigorosa, independente e com respeito ao devido processo legal.

Até o momento, não foram divulgados elementos que indiquem participação da deputada nos crimes investigados.

Polícia investiga outras possíveis vítimas

A Polícia Civil continua analisando o material apreendido para identificar outras possíveis vítimas e esclarecer a participação individual dos suspeitos.

Os investigados poderão responder, conforme as provas e a responsabilidade atribuída a cada um, por crimes como exploração sexual de adolescentes, estupro, tortura, corrupção de menores e associação criminosa.

A Polícia Militar informou que sua Corregedoria acompanha o caso e avaliará as medidas administrativas e disciplinares cabíveis.

As prisões fazem parte de uma investigação em andamento, e a responsabilidade criminal dos envolvidos dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.

Da redação Mídia News Campo Grande

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