BYD, Alibaba e Baidu entram em lista do Pentágono de empresas ligadas ao Exército chinês
Atualização da lista amplia restrições comerciais com o Departamento de Defesa dos EUA e acirra disputa estratégica entre Washington e Pequim

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (Pentágono) atualizou nesta segunda-feira (8) sua lista oficial de empresas consideradas vinculadas ao complexo militar da China, incluindo gigantes como a BYD, a Alibaba e a Baidu. A medida amplia as restrições para contratos envolvendo o governo norte-americano e reforça as preocupações de Washington sobre a integração entre empresas privadas chinesas e o setor de defesa do país asiático.
A atualização faz parte da chamada lista “1260H”, criada para identificar companhias que, na avaliação do governo dos EUA, colaboram direta ou indiretamente com as capacidades militares chinesas. Além das três empresas, também foram adicionadas outras organizações dos setores de semicondutores, biotecnologia, robótica e inteligência artificial.
Segundo o Pentágono, as empresas listadas ficam impedidas de firmar contratos diretos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos ainda neste mês. A partir de 2027, as restrições também deverão atingir compras indiretas realizadas por terceiros que fornecem produtos e serviços ao governo norte-americano.
Embora a inclusão na lista não represente sanções econômicas automáticas, a medida costuma gerar impactos reputacionais e pode dificultar parcerias comerciais, investimentos e acesso ao mercado norte-americano. Analistas avaliam que o movimento faz parte da estratégia dos EUA para reduzir riscos considerados ligados à política chinesa de “fusão militar-civil”, que busca aproveitar avanços tecnológicos do setor privado em aplicações militares.
As empresas citadas negam qualquer vínculo operacional com o Exército chinês. O governo da China também criticou a decisão, classificando a medida como discriminatória e acusando Washington de utilizar questões de segurança nacional para restringir a competitividade de empresas chinesas no mercado global.
A atualização ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica entre as duas maiores economias do mundo, envolvendo disputas comerciais, tecnológicas e estratégicas, especialmente nos setores de inteligência artificial, veículos elétricos, semicondutores e telecomunicações.
Da redação Mídia News





