
Em uma carta datada de 12 de novembro, pouco mais de uma semana antes do incêndio que atingiu a Zona Azul da COP30, a Organização das Nações Unidas (ONU) alertou formalmente o governo brasileiro sobre diversos riscos no local da conferência. O documento, assinado por Simon Stiell, secretário-executivo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), destacava falhas de estrutura, instalações superlotadas e “exposição elétrica” potencialmente perigosa. GP1+2Estado de Minas+2
Na comunicação enviada ao ministro Rui Costa e ao presidente da COP30, André Corrêa do Lago, a ONU também mencionava temperaturas extremamente altas em alguns pavilhões, aparelhos de ar-condicionado inoperantes, infiltrações causadas por chuvas e luminárias molhadas — elementos que, segundo a carta, poderiam aumentar significativamente o risco de acidentes elétricos. GP1+2Estado de Minas+2
Além das fragilidades físicas, o documento relatava preocupações com a segurança: Stiell apontou que havia “brechas significativas” nos controles de acesso, portas de baixa qualidade e número insuficiente de agentes de vigilância, especialmente após um protesto ocorrido em 11 de novembro — quando cerca de 150 manifestantes tentaram invadir a Zona Azul. O Tempo+2Folha Destra+2
Embora a Casa Civil e autoridades locais afirmassem ter tomado providências, como reforço de policiamento, correção de goteiras e instalação de novos aparelhos de climatização, a ONU cobrou uma confirmação por escrito de que todas as medidas de segurança solicitadas seriam implementadas “até o final do dia”. O Tempo
O alerta ganha contornos mais graves após o incêndio provocado por uma possível falha elétrica, que levou à evacuação do pavilhão em Belém e interrompeu parte das negociações da conferência. Estado de Minas Após o incidente, a gestão da Zona Azul, antes sob responsabilidade da ONU, foi transferida para o governo brasileiro. Correio Braziliense
A carta da ONU e os desdobramentos do incêndio reacendem críticas quanto à responsabilidade estrutural e operacional na organização de uma das mais importantes conferências climáticas do mundo — especialmente quando os alertas vieram de dentro do próprio sistema da ONU.
Da redação Mídia News

