Campo Grande reduz em quase 50% os casos graves de VSR
Número de pacientes hospitalizados caiu de 572 para 287; maior redução ocorreu entre bebês com menos de um ano

Campo Grande registrou uma redução de 49,6% nos casos graves de Vírus Sincicial Respiratório (VSR) que exigiram hospitalização. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e comparam os registros acumulados até a Semana Epidemiológica 28 de 2026 com o mesmo período do ano passado.
Segundo o levantamento, foram identificados 287 casos de VSR entre pacientes internados neste ano. No mesmo intervalo de 2025, o município havia contabilizado 572 ocorrências. A queda mais expressiva foi observada entre bebês e crianças menores de um ano, faixa etária mais vulnerável ao desenvolvimento de complicações, como bronquiolite e pneumonia.
Para a superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, Veruska Lahdo, os números demonstram os efeitos das estratégias de proteção direcionadas aos grupos prioritários.
“O resultado reforça o impacto das medidas de imunização voltadas especialmente aos grupos prioritários, refletindo diretamente na proteção dos bebês e das crianças pequenas, público mais vulnerável às complicações causadas pelo vírus”, afirmou.
Uma das principais medidas adotadas foi a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. A estratégia favorece a transferência de anticorpos da mãe para o bebê ainda durante a gestação, oferecendo proteção principalmente nos primeiros meses de vida, período em que há maior risco de internação por infecções respiratórias.
Desde o início da campanha, aproximadamente 6,7 mil doses da vacina foram aplicadas em gestantes de Campo Grande.
“Quando protegemos as gestantes, protegemos também os bebês nos primeiros meses de vida, justamente o período de maior risco para complicações causadas pelo VSR”, ressaltou Veruska.
Outra estratégia incorporada à rede municipal foi o Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal utilizado para prevenir formas graves da doença em bebês prematuros e crianças com condições clínicas que aumentam o risco de complicações.
Desde fevereiro, cerca de 1.050 doses foram administradas em maternidades e unidades de referência da Capital.
De acordo com a Sesau, além de proteger as crianças e diminuir o risco de agravamento da doença, as medidas contribuem para reduzir a pressão sobre hospitais e unidades de saúde durante os meses de maior circulação dos vírus respiratórios.
“São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação. Já no primeiro ano de implementação dessas estratégias, observamos um impacto muito positivo na proteção das nossas crianças”, destacou a superintendente.
O VSR é uma das principais causas de infecções respiratórias em crianças pequenas. Os sintomas podem incluir tosse, febre, coriza, dificuldade para respirar e chiado no peito. Em bebês, especialmente prematuros, a doença pode evoluir rapidamente e exigir atendimento hospitalar.
A orientação da Secretaria Municipal de Saúde é que gestantes e responsáveis por crianças pertencentes aos grupos prioritários procurem a unidade de saúde mais próxima para obter informações sobre vacinação, prevenção e acompanhamento.
Da redação Mídia News





