China e EUA concordam em dialogar sobre IA e reduzir tarifas
Países vão criar canal de comunicação para incidentes envolvendo inteligência artificial e discutir riscos e benefícios da tecnologia

Estados Unidos e China chegaram a um entendimento para ampliar o diálogo sobre inteligência artificial (IA) e reduzir tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em mercadorias comercializadas entre as duas maiores economias do mundo. O acordo foi anunciado após a visita do presidente chinês, Xi Jinping, aos Estados Unidos e as reuniões com o presidente americano, Donald Trump.
Além das questões comerciais, um dos principais pontos do entendimento envolve diretamente o avanço da inteligência artificial. Washington e Pequim concordaram em estabelecer um diálogo bilateral específico para discutir os riscos e benefícios associados à tecnologia.
Canal para incidentes envolvendo inteligência artificial
Os dois países também decidiram criar um canal bilateral de comunicação destinado a situações e incidentes relacionados à IA. A iniciativa busca permitir contato direto entre as duas potências diante de episódios que possam representar riscos tecnológicos ou de segurança.
Segundo o comunicado divulgado pelas autoridades chinesas, a próxima rodada de discussões está prevista para novembro de 2026. O entendimento prevê troca de informações e opiniões sobre os benefícios proporcionados pela inteligência artificial e também sobre potenciais ameaças decorrentes do desenvolvimento acelerado dos sistemas.
Dias antes da cúpula, autoridades dos dois países já discutiam protocolos para lidar com possíveis incidentes de segurança envolvendo IA, incluindo agentes autônomos, ataques cibernéticos e ações de atores não estatais.
Tarifas sobre US$ 30 bilhões em mercadorias
Na área comercial, China e Estados Unidos chegaram a um consenso para oferecer tratamento tarifário mais favorável a aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis comercializados nas duas direções.
Entre os produtos norte-americanos envolvidos estão itens agrícolas, madeira e cosméticos. Do lado das importações dos Estados Unidos provenientes da China aparecem pequenos eletrodomésticos, brinquedos e artigos de decoração.
O entendimento também prevê a continuidade dos mecanismos de consultas econômicas e comerciais entre os dois países e a criação de um conselho comercial bilateral.
Relação entre as duas maiores potências
A aproximação ocorre em meio à disputa tecnológica e comercial entre Washington e Pequim. Apesar das divergências em áreas estratégicas, o estabelecimento de um canal específico para inteligência artificial cria um mecanismo permanente para tratar de uma tecnologia considerada central para a economia, a segurança e a competição tecnológica mundial.
A agenda acordada entre Trump e Xi inclui ainda a continuidade das negociações comerciais e novos contatos entre os dois governos. A próxima rodada dedicada à inteligência artificial deverá ocorrer em novembro.
Da redação Midia News Campo Grande





