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Chuva e instabilidade afetam aeroportos nesta quarta; Campo Grande tem risco de pancadas

Aeroporto Internacional de Campo Grande tem previsão de até 28°C, com chuva e nebulosidade; instabilidades também atingem terminais do Sudeste e Sul do Brasil

As condições meteorológicas exigem atenção de passageiros e operadores nos principais aeroportos brasileiros nesta quarta-feira, 26 de agosto de 2026, principalmente nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, a combinação de um sistema de baixa pressão com um cavado favorece aumento da nebulosidade, chuva e possibilidade de trovoadas.

No Aeroporto Internacional de Campo Grande (SBCG), a previsão da Climatempo indica temperaturas entre 20°C e 28°C, com pancadas de chuva pela manhã, muitas nuvens durante a tarde e tendência de tempo mais firme à noite. A estimativa aponta 90% de possibilidade de chuva, com volume em torno de 1,4 milímetro e vento predominante de nordeste.

As condições observadas na região aeroportuária também mostraram instabilidade. Dados meteorológicos aeronáuticos disponibilizados pelo METAR-TAF registraram nas proximidades do Aeroporto de Campo Grande ocorrência de pancadas de chuva e trovoadas, além da presença de nuvens cumulonimbus, formação associada a tempestades.

O cenário está relacionado à atuação de um cavado e à queda da pressão atmosférica sobre parte do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno favorece a organização de áreas de instabilidade no Centro-Oeste, Sudeste e norte da Região Sul. Em Mato Grosso do Sul, há possibilidade de ventos mais fortes, com velocidades que podem superar 60 km/h em algumas áreas do Estado.

Situação nos principais aeroportos

Em São Paulo, os aeroportos de Guarulhos (GRU) e Congonhas (CGH) podem enfrentar períodos de maior nebulosidade e chuva devido ao avanço das instabilidades pelo Sudeste. O mesmo cenário merece atenção no Rio de Janeiro, principalmente nos aeroportos do Galeão (GIG) e Santos Dumont (SDU), onde a formação de áreas de chuva pode provocar alterações temporárias nas condições para pousos e decolagens.

Em Belo Horizonte (Confins), a instabilidade também tende a aumentar, enquanto Brasília permanece em uma área de transição, com possibilidade de chuva isolada. O boletim semanal do Inmet indica acumulados baixos em Goiás e no Distrito Federal, enquanto as precipitações mais significativas no Centro-Oeste se concentram principalmente em Mato Grosso do Sul.

No Sul do Brasil, Curitiba pode registrar instabilidade associada ao mesmo sistema atmosférico. A previsão indica avanço das áreas de chuva pelo Paraná e norte de Santa Catarina. Para os próximos dias, a situação tende a ficar ainda mais crítica no Rio Grande do Sul, onde uma nova frente fria deverá favorecer chuva forte e tempestades.

Já nos aeroportos das regiões Norte e Nordeste, como Manaus, Recife, Fortaleza e Salvador, as condições são mais variadas. O Inmet aponta maior concentração de chuva no oeste da Região Norte, enquanto no Nordeste as precipitações ficam principalmente próximas da faixa litorânea.

Passageiros com viagens programadas devem acompanhar os canais das companhias aéreas e dos aeroportos antes do deslocamento. Chuva, trovoadas, rajadas de vento e redução temporária da visibilidade podem provocar ajustes operacionais, embora a presença de instabilidade meteorológica, por si só, não signifique necessariamente cancelamento ou atraso de voos.

As informações meteorológicas aeronáuticas podem ser acompanhadas pela REDEMET/DECEA e pelo METAR-TAF, enquanto previsões e alertas são disponibilizados pela Climatempo e pelo INMET.

Da redação Mídia News Campo Grande

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