O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidatos à Presidência da República, protagonizaram um confronto marcado por acusações e divergências políticas durante o bloco de tema livre do debate da TV Globo, na reta final da campanha para o segundo turno, marcado para domingo (25).
O formato de perguntas diretas abriu espaço para que os adversários confrontassem suas posições políticas e questionassem as propostas apresentadas ao eleitorado. O encontro ocorreu em um momento decisivo da disputa presidencial, quando ambos buscam ampliar o apoio entre eleitores que ainda não definiram o voto.
Acusações sobre corrupção e patrimônio dominam bloco final
Na última etapa do debate, realizada nesta sexta-feira (23), os candidatos concentraram as intervenções em suspeitas de corrupção, questões patrimoniais e possíveis relações com empresários investigados.
Flávio Bolsonaro levantou questionamentos sobre investigações envolvendo familiares do presidente Lula e mencionou controvérsias relacionadas ao Banco Master. O senador também cobrou explicações sobre relações políticas e empresariais associadas ao governo petista.
Lula reagiu com críticas ao adversário, mencionando controvérsias envolvendo o patrimônio de Flávio Bolsonaro e suas relações com empresários. O presidente também questionou a atuação política do senador e de integrantes de seu grupo político.
As acusações foram apresentadas pelos próprios candidatos durante o confronto e não representam, por si só, comprovação de irregularidades.
Economia e segurança pública também provocaram divergências
Antes do bloco livre, os candidatos discutiram infraestrutura, custo de vida, salário mínimo, políticas sociais, segurança pública e endividamento das famílias.
Flávio Bolsonaro criticou o volume de obras paralisadas no país, o custo dos alimentos e os juros elevados. Entre suas propostas, defendeu a conclusão de projetos de infraestrutura, a valorização do salário mínimo e a manutenção do Bolsa Família.
Lula destacou investimentos realizados por seus governos, especialmente em infraestrutura e programas sociais. O presidente também defendeu medidas para reduzir o endividamento e ampliar o poder de compra da população.
Na área de segurança pública, o confronto ganhou intensidade quando Lula questionou a atuação de Flávio Bolsonaro em um caso envolvendo a morte de uma criança durante uma operação policial. O senador contestou as afirmações do presidente e negou que houvesse provas suficientes para sustentar a acusação discutida.
Globo estabeleceu regras para circulação dos candidatos
O debate, mediado pelo jornalista César Tralli, teve quatro blocos e considerações finais.
Nos três primeiros blocos, os candidatos precisaram respeitar regras de movimentação pelo estúdio. Enquanto um falava, o adversário deveria permanecer em seu púlpito.
No quarto bloco, cada participante teve oito minutos de fala, sem limite de intervenções, podendo circular apenas pelo próprio lado do cenário.
As restrições foram adotadas após a repercussão do debate realizado pela Band, em 18 de outubro, quando a movimentação de Flávio Bolsonaro atrás de Lula provocou reclamações da campanha petista.
Último confronto antes da votação
O encontro da TV Globo foi o último debate televisionado entre os dois candidatos antes da votação de domingo, 25 de outubro.
Com o encerramento da campanha eleitoral, Lula e Flávio Bolsonaro chegam à reta final apresentando projetos distintos para a economia, a segurança pública e a administração federal.
O debate ofereceu aos eleitores a oportunidade de comparar propostas e acompanhar as respostas dos candidatos aos questionamentos apresentados durante o confronto.
Da redação Mídia News Campo Grande





