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Defesa de Bolsonaro recorre a Moraes e pede revisão da suspensão de visitas de Flávio

Advogados afirmam que a proibição é desproporcional, pedem a retomada das visitas familiares e, de forma subsidiária, que o senador possa se reunir com o ex-presidente na condição de advogado

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um recurso solicitando que o ministro Alexandre de Moraes reveja a decisão que suspendeu, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai. Os advogados classificam a medida como desproporcional e sustentam que a restrição compromete o direito de convivência familiar e a comunicação entre cliente e defensor.

No recurso protocolado nesta segunda-feira (20), a defesa pede, inicialmente, que Moraes reconsidere a decisão e restabeleça as visitas de Flávio na condição de filho. Caso o ministro mantenha a proibição, os advogados solicitam que o senador seja autorizado a encontrar Jair Bolsonaro em caráter reservado como integrante da equipe de defesa do ex-presidente, uma vez que também atua como advogado no processo. Se o pedido for negado, a defesa requer que o caso seja submetido à análise da Primeira Turma do STF.

Os advogados argumentam que Bolsonaro não teria conhecimento de que a carta entregue ao filho seria posteriormente divulgada nas redes sociais. Segundo a defesa, a suspensão integral das visitas familiares extrapola os limites necessários para garantir o cumprimento das medidas impostas ao ex-presidente.

A restrição foi determinada por Alexandre de Moraes após Flávio Bolsonaro divulgar, em transmissão nas redes sociais, uma carta escrita pelo pai. Para o ministro, o episódio representou uma tentativa de contornar a proibição imposta ao ex-presidente de utilizar redes sociais direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros. Em sua decisão, Moraes entendeu que houve desvio da finalidade da visita e suspendeu o acesso do senador ao pai por 90 dias.

Posteriormente, o ministro também decidiu restringir, por 30 dias, as visitas sociais a Jair Bolsonaro, mantendo autorizados apenas atendimentos médicos, fisioterapia e encontros com advogados, além de proibir visitas com finalidade político-eleitoral até o encerramento das eleições de 2026. A decisão foi fundamentada na avaliação de que houve descumprimento das condições impostas à prisão domiciliar humanitária, embora Moraes tenha considerado que a infração não justificava, naquele momento, o retorno do ex-presidente ao regime prisional fechado.

Com o recurso, a defesa busca restabelecer o contato entre pai e filho ou, alternativamente, assegurar que Flávio possa exercer suas prerrogativas profissionais como advogado de Jair Bolsonaro enquanto perdurarem as restrições impostas pelo Supremo.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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