Diretor do Paraná Pesquisas chama de “fraude” uso de abstenção em pesquisas eleitorais do segundo turno
Murilo Hidalgo critica metodologia que considera a ausência de eleitores nas urnas e afirma que a ponderação pode alterar significativamente os resultados das sondagens eleitorais
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A declaração ocorre em meio à reta final da disputa presidencial, marcada para domingo (25), quando os brasileiros deverão comparecer às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Questionamento sobre a metodologia
Segundo Hidalgo, a inclusão de estimativas de abstenção nos cálculos pode modificar os percentuais apresentados ao público, especialmente em uma disputa eleitoral com diferenças pequenas entre os candidatos.
O diretor questiona a possibilidade de os institutos utilizarem projeções sobre quais grupos de eleitores comparecerão às urnas para ajustar os resultados das entrevistas.
Na avaliação dele, esse tipo de ponderação oferece margem para alterações expressivas nos números divulgados, dependendo das hipóteses utilizadas pelos responsáveis pelas pesquisas.
Abstenção pode influenciar os resultados
A abstenção eleitoral representa o percentual de eleitores aptos que deixam de comparecer às urnas. Seu comportamento pode variar conforme a região, a faixa etária, as condições de deslocamento e outros fatores sociais.
Nas pesquisas de intenção de voto, os institutos podem utilizar diferentes procedimentos estatísticos para tentar representar o eleitorado que efetivamente participará da votação.
Entretanto, há uma diferença importante entre medir a intenção de voto dos entrevistados e projetar o comportamento dos eleitores no dia da eleição.
A utilização de modelos de comparecimento não constitui, por si só, comprovação de fraude. A avaliação da metodologia depende da transparência dos critérios, da qualidade dos dados e da consistência estatística dos ajustes realizados.
Institutos defendem estimativas de comparecimento
Enquanto Hidalgo critica a metodologia, institutos que adotam modelos de participação eleitoral argumentam que considerar a probabilidade de comparecimento pode melhorar a precisão das pesquisas.
A divergência está na capacidade de prever quais eleitores realmente votarão. Para os defensores do procedimento, essa estimativa ajuda a aproximar as sondagens do resultado das urnas. Para Hidalgo, a imprevisibilidade da abstenção compromete a confiabilidade desse tipo de ajuste.
Disputa presidencial amplia debate sobre pesquisas
A controvérsia ganhou destaque na disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Com levantamentos apresentando diferenças nos percentuais de intenção de voto, os métodos empregados pelos institutos passaram a receber maior atenção.
O debate envolve não apenas as estimativas de abstenção, mas também os critérios de seleção dos entrevistados, a representatividade das amostras, as margens de erro e a transparência dos procedimentos estatísticos.
As declarações de Hidalgo representam uma crítica à metodologia utilizada em determinadas pesquisas, mas não demonstram, isoladamente, que os resultados divulgados tenham sido manipulados.
Da redação Mídia News Campo Grande




