
O dólar encerrou a quarta-feira (19) em forte queda diante do real, influenciado principalmente pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos de ampliação das operações de recompra de títulos públicos de longo prazo. A medida trouxe alívio aos mercados internacionais e favoreceu ativos de países emergentes, incluindo o Brasil.
A moeda norte-americana terminou o pregão cotada em torno de R$ 5,17, com recuo de aproximadamente 0,87%. Na sessão anterior, o dólar havia fechado próximo de R$ 5,22. O movimento acompanhou a redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, os Treasuries, após a divulgação da nova estratégia do governo dos Estados Unidos.
O Tesouro dos EUA informou que pretende dobrar o volume de recompra de determinados títulos de longo prazo, passando de cerca de US$ 2 bilhões para pelo menos US$ 4 bilhões. A operação busca melhorar a liquidez no mercado de dívida e reduzir pressões sobre os rendimentos dos papéis, especialmente aqueles com vencimentos entre 10 e 30 anos.
No mercado acionário brasileiro, o dia também foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,90% e encerrou aos 167.830 pontos, interrompendo uma sequência de 11 pregões consecutivos de queda. O desempenho representou uma reação depois de um período marcado pela saída de investidores estrangeiros e maior aversão ao risco.
Ações de grandes companhias, entre elas Petrobras e Vale, ajudaram na recuperação do índice. Os papéis ligados ao petróleo foram beneficiados ainda pelo comportamento das cotações internacionais da commodity, enquanto a Vale acompanhou a valorização do minério de ferro.
Além da decisão do Tesouro norte-americano, os investidores analisaram a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos. O documento mostrou preocupação dos dirigentes com a trajetória da inflação e manteve no radar a possibilidade de ajustes na política monetária caso as pressões sobre os preços persistam.
Apesar da recuperação desta quarta-feira, o mercado brasileiro continua atento ao cenário externo, à evolução dos juros nos Estados Unidos e aos indicadores econômicos domésticos, fatores que podem provocar novas oscilações no câmbio e na Bolsa nas próximas sessões.
Da redação Mídia News Campo Grande





