
França e Inglaterra vivenciaram a “Guerra dos Cem Anos”, onde com muito sangue e vidas imoladas pelo fogo, travaram disputa pelos respectivos tronos, na verdade a briga sempre foi pela posse de terras e enclaves econômicos de ducados ingleses em território continental europeu.
Nossa ascendência portuguesa nos levou a transformar essa disputa por territórios sempre numa incorporação se possível usando as artes de amor e do casamento, magistralmente descritos por Camões, retratando sete anos de escravidão de Jacó a Labão, para receber a bela Raquel:
“-Vendo o triste pastor que com enganos,
lhe fora assi negada a sua pastora,
como se a não tivera merecida;
começa de servir outros sete anos,
dizendo:-Mais servira, se não fora
para tão longo amor tão curta a vida.”
Finalmente após muitos anos em que foram utilizados todos os subterfúgios da arte da lacração, argumentos de autoridade, persuasão, falácias onde o importante não era a verdade, mas o triunfo da desonestidade intelectual.
Mesmo com toda a ciência de Arnildo Pott e outros endossando, o Boi bombeiro foi ridicularizado (e ainda é entre acadêmicos e pesquisadores desavisados) e fomos literalmente encurralados e queimados vivos moda Joanna D’Arc por formidável e enfurecida matilha de negacionistas incendiários.
Finalmente, a Globo News, nos traz o tucura pantaneiro como vencedor do Oscar europeu de Prevenção e combate a incêndios florestais:
Com toda a resiliência, suportamos mais de sete anos de assimétrica guerra até este reconhecimento público , onde finalmente triunfou que o Pantanal sempre expõe mas nunca impõe:
“-And the Oscar goes to…Boi Bombeiro do Pantanal, the World Winner !
Armando Arruda Lacerda
Porto São Pedro




