
A educação profissional tem transformado a realidade de estudantes da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul. Em Três Lagoas, a Escola Estadual Professor João Magiano Pinto, conhecida como Jomap, é exemplo de como o acesso à tecnologia e à formação técnica pode abrir portas para o mercado de trabalho e para a universidade.
As histórias de Rafael Mendes, de 17 anos, e Yasmim Namie, de 19, mostram como a qualificação profissional ainda durante o Ensino Médio pode despertar talentos, estimular a independência e criar perspectivas para o futuro.
Escola amplia cursos e formação tecnológica
A Jomap oferece formação em Ciência de Dados integrada ao Ensino Médio. Em 2026, a unidade ampliou as oportunidades com a implantação de um curso de Inteligência Artificial, além de manter a formação em Mecatrônica, desenvolvida em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).
Os resultados demonstram o crescimento da iniciativa. Em 2024, a escola formou 38 estudantes. No ano seguinte, foram 73 concluintes, um aumento de aproximadamente 92%.
Além da formação técnica, a instituição também aproxima os alunos do mercado de trabalho. Nos últimos três anos, estudantes da Jomap assinaram mais de 350 contratos de jovem aprendiz com empresas da região.
Rafael encontrou na tecnologia um novo propósito
Rafael Mendes chegou a Mato Grosso do Sul aos sete anos, vindo de São Paulo. Cresceu em Três Lagoas e estudou na rede pública, tendo pouco contato com programação antes de ingressar no curso de Ciência de Dados.
A experiência mudou seus planos e despertou o interesse por uma carreira na área tecnológica.
“A tecnologia me deu propósito e independência”, afirma o estudante.
Atualmente, Rafael concilia a escola, o trabalho e um curso livre de programação. Ele já desenvolve conhecimentos em programação back-end, bancos de dados, computação em nuvem e automação.
O jovem também participa do desenvolvimento de sistemas que estão em fase de apresentação para empresas, colocando em prática os conhecimentos adquiridos.
“Tudo me ensinou a ser resiliente, a priorizar o que realmente importa e não depender de terceiros para construir meu futuro”, relata.
Yasmim conquistou uma vaga na UFMS
A trajetória de Yasmim Namie representa outra etapa desse processo de formação. Ex-aluna do mesmo curso, ela foi a primeira pessoa da família a ingressar na área de tecnologia.
Aos 19 anos, Yasmim cursa Sistemas de Informação na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e utiliza os conhecimentos adquiridos durante o Ensino Médio em suas atividades acadêmicas e projetos.
“Havia o medo da dificuldade em conseguir aprender algo cada vez mais complexo”, recorda.
Apesar das inseguranças iniciais, a estudante persistiu e encontrou na tecnologia uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional.
“Tenha a curiosidade de conhecer como todo recurso tecnológico funciona. Criar algo inovador não é inalcançável, é possível”, aconselha.
Formação técnica aproxima estudantes das empresas
A oferta de cursos profissionalizantes integrados ao Ensino Médio permite que os estudantes concluam a educação básica com conhecimentos técnicos que podem facilitar o ingresso no mercado de trabalho.
Áreas como Ciência de Dados, Inteligência Artificial e Mecatrônica oferecem possibilidades de atuação em setores ligados à indústria, aos serviços e ao desenvolvimento de soluções tecnológicas.
Para as famílias interessadas, a orientação é procurar as escolas estaduais e verificar quais cursos técnicos estão disponíveis no município, além dos critérios de matrícula e participação.
As histórias de Rafael e Yasmim demonstram que a educação pública pode representar mais do que a conclusão de uma etapa escolar. Com acesso à qualificação e oportunidades, os jovens conseguem descobrir habilidades, desenvolver projetos e construir caminhos para a independência profissional.
Da redação Mídia News Campo Grande





