
A FIFA saiu publicamente em defesa de seu presidente, Gianni Infantino, em meio ao agravamento de uma crise política nos bastidores do futebol internacional. A entidade afirmou haver um esforço “coordenado e contínuo” para enfraquecer a liderança do dirigente e ressaltou que qualquer tentativa de mudança no comando deve respeitar seus estatutos e procedimentos democráticos.
A manifestação ocorre após semanas de crescente pressão sobre Infantino. Um dos principais focos da controvérsia envolve um plano, posteriormente abandonado, que previa levantar aproximadamente US$ 4,2 bilhões com a venda de participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela FIFA.
O projeto provocou forte reação de dirigentes e entidades do futebol internacional. Nesta segunda-feira (10), UEFA, Confederação Asiática de Futebol (AFC) e Concacaf divulgaram uma declaração conjunta criticando a atuação de Infantino na proposta e cobrando uma análise independente dos acontecimentos relacionados ao plano. As três confederações apontaram quebra de confiança na condução do processo.
A crise ganhou ainda mais repercussão após novas acusações relacionadas ao período em que Infantino ocupava o cargo de secretário-geral da UEFA. Reportagens publicadas na imprensa britânica levantaram questionamentos sobre pagamentos feitos pela entidade europeia a uma ex-funcionária com quem o dirigente teria mantido relacionamento.
A FIFA rejeitou categoricamente as acusações e classificou as alegações como falsas e difamatórias. A UEFA confirmou que houve um pagamento relacionado à saída da funcionária, mas informou que o procedimento seguiu as políticas internas vigentes naquele período.
O ambiente político também se tornou mais hostil para o dirigente. Javier Tebas, presidente da La Liga, declarou que a “era Infantino acabou”, ampliando a pressão pública sobre o comando da FIFA.
Apesar das críticas, a FIFA sustenta que seu presidente foi escolhido democraticamente e argumenta que eventuais disputas pela liderança da entidade precisam ocorrer pelos mecanismos institucionais previstos em suas regras.
A sucessão de episódios transforma a crise em um importante teste político para Infantino e para a própria estrutura de governança da FIFA, especialmente diante das divisões entre algumas das principais confederações do futebol mundial.
Da redação Mídia News



