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Esquema de compra de votos com cocaína é revelado em Timbé do Sul e expõe caso de corrupção eleitoral em Santa Catarina

Investigação da Polícia Civil identificou negociação de votos em troca de porções de cocaína; caso resultou em condenação na Justiça Eleitoral

Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Santa Catarina revelou um esquema de compra de votos com distribuição de cocaína no município de Timbé do Sul, no Sul do Estado. O caso veio à tona após a apuração de crimes relacionados ao tráfico de drogas e acabou expondo uma prática enquadrada como corrupção eleitoral.

Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil, a descoberta ocorreu após a prisão em flagrante de um suspeito de tráfico. Durante a análise do aparelho celular apreendido, os investigadores localizaram mensagens que detalhavam negociações envolvendo eleitores do município. Nas conversas, o suspeito solicitava fotografias dos títulos de eleitor e prometia uma compensação pelo voto. Em vez de dinheiro, a recompensa oferecida consistia em porções de cocaína, identificadas pelos envolvidos como “moeda branca”.

As investigações apontaram que o esquema ocorreu durante o período eleitoral e teria beneficiado diretamente um candidato a vereador. O cruzamento das mensagens, registros telefônicos e demais elementos reunidos pelos policiais serviu de base para o processo que posteriormente resultou em condenação na esfera eleitoral.

De acordo com a legislação brasileira, oferecer qualquer tipo de vantagem ao eleitor em troca de voto configura captação ilícita de sufrágio, crime previsto no artigo 41-A da Lei das Eleições. A norma estabelece que a entrega, promessa ou oferta de bens, dinheiro, serviços ou qualquer benefício pessoal com a finalidade de obter votos pode resultar em multa, cassação do mandato e inelegibilidade dos envolvidos.

O caso chamou atenção por envolver drogas como instrumento de cooptação eleitoral, situação considerada incomum, mas que reforça o alerta das autoridades sobre a infiltração de práticas criminosas nos processos democráticos. Especialistas destacam que a utilização de entorpecentes como moeda de troca representa uma dupla violação da lei, combinando crimes eleitorais e delitos relacionados ao tráfico de drogas.

A Polícia Civil informou que a investigação demonstrou a existência de uma articulação estruturada para influenciar o resultado das eleições locais, utilizando mecanismos ilícitos para captar votos e obter vantagens políticas. O caso segue sendo citado como exemplo da importância da fiscalização eleitoral e do combate à corrupção durante os períodos de campanha.

Da redação Mídia News

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