
Uma diferença que era de pouco mais de dois pontos percentuais saltou para 4,5 pontos em apenas dez dias. Neste domingo, 3, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra 43,5% das apostas na plataforma Polymarket sobre quem vencerá a eleição presidencial brasileira. Lula (PT) aparece com 39%.
Antes de a plataforma ser retirada do ar no Brasil, em 24 de abril, o cenário era mais apertado: Flávio marcava 38,2% contra 36% do presidente. A distância, portanto, mais que dobrou no período em que apostadores brasileiros perderam acesso direto ao site.
Outros nomes no radar das apostas
Renan Santos (Missão) permanece estável em 5,7%. Já o ex-governador Romeu Zema (Novo), que chegou a atingir 10% durante o auge de seu embate com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caiu para 4%.
Zema aparece agora praticamente empatado com o ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT), apontado como possível alternativa caso Lula decida não concorrer à reeleição.
Derrota no Senado abala governo Lula
Na semana passada, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias, advogado-geral da União de Lula, para uma cadeira no STF. O episódio não ocorria há mais de um século e foi interpretado por analistas como um sinal de enfraquecimento antecipado do governo, colocando em xeque a viabilidade da reeleição do petista.
Proibição atinge plataformas de apostas de previsão
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em 24 de abril, uma resolução que proíbe a oferta e a negociação, em território brasileiro, de contratos de previsão vinculados a eventos esportivos, políticos, eleitorais, culturais e de entretenimento. A norma publicada pelo Banco Central entra em vigor na segunda-feira, 4 de maio.
A medida atinge diretamente plataformas internacionais como Kalshi e Polymarket, além de outras 25 empresas do setor. Na prática, esses sites já estão inacessíveis no Brasil desde 24 de abril.
Restrições em outros países
O Brasil não é o único a barrar a Polymarket. A Argentina determinou o bloqueio da plataforma em março, por decisão judicial. O site também não pode funcionar na França, na Alemanha e na Itália, entre outros países.
Segundo o Ministério Público de Buenos Aires, a plataforma “operava como um sistema de apostas online disfarçado” e, além disso, “não exigia verificação de identidade nem de idade, além de permitir a criação de contas em poucos minutos”.
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