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Greve em universidades federais se amplia e servidores cobram cumprimento de acordo firmado com governo

Paralisação atinge mais de 50 instituições e pressiona gestão federal em meio a impasse sobre direitos da categoria

A greve dos servidores técnico-administrativos das universidades federais ganhou força em todo o país e já atinge mais de 50 instituições de ensino, com impacto direto em centenas de campi. A paralisação, iniciada em fevereiro de 2026, é liderada por sindicatos da categoria, que acusam o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de não cumprir integralmente um acordo firmado em 2024.

De acordo com representantes dos trabalhadores, o pacto anterior previa não apenas reajustes salariais, mas também avanços estruturais na carreira dos servidores técnico-administrativos em educação (TAEs). Entre os principais pontos reivindicados estão a reestruturação do plano de carreira (PCCTAE), a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC) e a redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais.

Os sindicatos afirmam que, embora parte dos reajustes tenha sido aplicada, diversos compromissos considerados essenciais permanecem pendentes. A avaliação das entidades é de que houve descumprimento parcial do acordo, o que motivou a retomada da mobilização nacional.

A paralisação tem provocado impactos no funcionamento administrativo das universidades, afetando serviços como matrículas, emissão de documentos, atendimento estudantil e suporte acadêmico. Em algumas instituições, há relatos de atrasos em calendários internos e dificuldades operacionais.

Por outro lado, o governo federal sustenta que o acordo de 2024 está sendo cumprido de forma gradual, dentro das limitações orçamentárias. Integrantes da equipe econômica destacam que os reajustes foram implementados conforme previsto e que negociações seguem abertas para discutir os demais pontos reivindicados.

O impasse ocorre em um momento politicamente sensível, com o país se aproximando de um novo ciclo eleitoral. A ampliação da greve aumenta a pressão sobre o governo, especialmente diante do impacto social e educacional da paralisação em instituições públicas de ensino superior.

Especialistas avaliam que a solução dependerá de novas rodadas de negociação entre o Executivo e as entidades representativas. Enquanto isso, a mobilização segue sem previsão de encerramento, mantendo o cenário de incerteza para estudantes, professores e servidores em todo o Brasil.

Da redação Mídia News

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