
Uma pesquisa liderada por cientistas da Universidade de Münster, na Alemanha, revelou uma ligação importante entre a Terra e Marte. Segundo o estudo, publicado na revista científica Science Advances, os dois planetas foram formados principalmente por materiais originados na região interna do Sistema Solar, e não por grandes quantidades de matéria vinda de áreas mais distantes, além da órbita de Júpiter.
A descoberta foi feita a partir da análise da composição isotópica de elementos raros presentes nas camadas externas da Terra e de Marte, como titânio, zircônio e molibdênio. Esses elementos funcionam como uma espécie de “impressão digital” dos materiais que deram origem aos planetas. A comparação indicou que apenas uma pequena parte dos blocos formadores dos dois planetas teria vindo do Sistema Solar exterior.
O resultado é considerado relevante porque ajuda a explicar como os planetas rochosos — Mercúrio, Vênus, Terra e Marte — se formaram há bilhões de anos. Uma das hipóteses discutidas pela ciência é a de que esses planetas cresceram a partir do acúmulo de pequenos grãos de poeira e seixos milimétricos presentes no disco de gás e poeira que cercava o Sol jovem.
No entanto, o estudo da Universidade de Münster também reforça que a formação planetária pode ter sido mais complexa do que uma única teoria consegue explicar. Os dados indicam que Terra e Marte compartilham uma origem semelhante em termos de material, mas não são idênticos em composição, tamanho, evolução geológica e condições ambientais.
A pesquisa amplia a compreensão sobre a história inicial do Sistema Solar e ajuda os cientistas a investigarem por que a Terra se tornou um planeta habitável, enquanto Marte perdeu grande parte de sua atmosfera e hoje apresenta condições muito mais hostis à vida.
Da redação Mídia News





