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Greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM começou nesta terça em protesto contra privatização

Ferroviários paralisam atividades após impasse com o Governo de São Paulo e cobram garantias de emprego durante processo de concessão

Os trabalhadores das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) iniciaram nesta terça-feira (4) uma greve por tempo indeterminado em protesto contra a privatização dos ramais concedidos à iniciativa privada. A paralisação foi aprovada em assembleia da categoria após o fim do prazo estabelecido para negociação com o Governo do Estado de São Paulo, sem que as reivindicações dos ferroviários fossem atendidas.

O movimento é liderado pelo Sindicato dos Ferroviários da Zona Central do Brasil, que afirma que a principal preocupação dos trabalhadores é a falta de garantias sobre a manutenção dos empregos após o período de transição da operação das linhas. Além da preservação dos postos de trabalho, a categoria também reivindica a reestatização dos ramais e a aprovação de medidas que assegurem a absorção dos empregados pela administração pública caso a concessão seja mantida.

A greve ocorre poucos dias depois de a CPTM reassumir temporariamente a operação das linhas 11, 12 e 13 por determinação da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp). A decisão foi tomada após uma série de falhas registradas nos primeiros dias de atuação da concessionária Trivia Trens, incluindo problemas operacionais e um incêndio em uma composição que provocou interrupções no serviço e transtornos para milhares de passageiros.

As linhas afetadas atendem diariamente milhares de usuários da capital paulista, da Região Metropolitana e do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Com a paralisação, a CPTM colocou em prática um plano de contingência para reduzir os impactos aos passageiros, enquanto o Governo do Estado acompanha a situação e mantém negociações com representantes da categoria.

O processo de concessão das linhas 11, 12 e 13 foi concluído em julho e prevê investimentos para modernização da infraestrutura ferroviária ao longo dos próximos anos. Entretanto, os recentes problemas operacionais reacenderam o debate sobre o modelo de gestão adotado pelo Estado. Para os ferroviários, a privatização trouxe insegurança aos trabalhadores e colocou em risco a qualidade do serviço prestado à população. Já o governo paulista defende que a participação da iniciativa privada permitirá ampliar investimentos e melhorar o atendimento aos usuários.

Enquanto novas rodadas de negociação são aguardadas, a expectativa é de que as partes busquem um acordo para encerrar a paralisação e restabelecer integralmente a operação das linhas. Até lá, passageiros devem acompanhar os canais oficiais da CPTM para obter informações sobre alterações na circulação dos trens e eventuais mudanças na prestação do serviço.

Da redação Midia News

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