Juíza que concedeu perdão a Monique Medeiros deverá presidir julgamento sobre morte de Kathlen Romeu no Rio
Magistrada que ganhou destaque nacional após a sentença do caso Henry Borel ficará responsável por conduzir júri envolvendo policiais militares acusados pela morte da jovem grávida Kathlen Romeu

A juíza Elizabeth Machado Louro, que recentemente esteve no centro de uma intensa discussão jurídica e social ao conceder perdão judicial a Monique Medeiros no caso da morte do menino Henry Borel, deverá ser a responsável por conduzir outro julgamento de grande repercussão nacional: o processo que apura a morte da jovem grávida Kathlen Romeu.
Elizabeth Louro atua no 2º Tribunal do Júri da Capital do Rio de Janeiro e ganhou notoriedade após a decisão que extinguiu a pena de Monique Medeiros, mãe de Henry Borel. Na sentença, a magistrada entendeu que Monique respondeu por homicídio culposo e que as consequências pessoais e sociais decorrentes da tragédia já representavam punição suficiente para justificar a aplicação do perdão judicial. A decisão provocou forte repercussão e dividiu opiniões entre juristas, autoridades e a opinião pública.
O caso Kathlen Romeu também mobilizou o país. A jovem, que estava grávida de quatro meses, morreu em junho de 2021 após ser atingida por um disparo durante uma ação policial no Complexo do Lins, zona norte do Rio de Janeiro. O episódio gerou protestos e reacendeu o debate sobre operações policiais em áreas urbanas e seus impactos sobre a população civil.
No julgamento que será presidido por Elizabeth Louro, policiais militares acusados de envolvimento no caso deverão responder perante o Tribunal do Júri. A expectativa é de que o processo atraia atenção nacional semelhante à observada no caso Henry Borel, em razão da relevância social e das discussões sobre responsabilidade do Estado, segurança pública e direitos humanos.
A magistrada ingressou na magistratura fluminense em 1996 e possui formação em Direito e Jornalismo. Nos últimos dias, seu nome voltou ao noticiário após a condenação do ex-vereador Jairinho a mais de 43 anos de prisão pela morte de Henry Borel e a concessão do perdão judicial a Monique Medeiros.
O futuro julgamento sobre a morte de Kathlen Romeu deverá representar mais um importante capítulo na atuação do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, colocando novamente a magistrada no centro de um caso de grande repercussão pública.
Da redação Mídia News



