
O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi intimado pela Polícia Federal (PF) para prestar depoimento no âmbito da Operação Compliance Zero, investigação que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição. A oitiva está marcada para o dia 7 de agosto e deverá ocorrer presencialmente na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.
A convocação representa mais uma etapa das investigações que passaram a alcançar diretamente o parlamentar baiano. Em junho, Wagner foi alvo da nona fase da Operação Compliance Zero, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em endereços relacionados ao senador.
Segundo informações que constam da investigação, a Polícia Federal apura indícios de uma possível relação entre gestores ligados ao Banco Master e Jaques Wagner. Uma das linhas investigativas busca esclarecer se teria ocorrido atuação parlamentar voltada a interesses da instituição financeira em troca de eventuais vantagens indevidas.
Entre as relações analisadas pelos investigadores está a proximidade do senador com o banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro. As autoridades também investigam possíveis pagamentos, benefícios patrimoniais e outras operações que possam estar relacionadas ao parlamentar ou a pessoas próximas a ele.
As suspeitas ganharam maior repercussão depois da deflagração da nona fase da Compliance Zero. Na ocasião, o STF informou oficialmente que a investigação apurava indícios de uma possível relação entre Augusto Ferreira Lima, Daniel Vorcaro e Jaques Wagner, incluindo eventual atuação parlamentar direcionada aos interesses da instituição financeira.
Wagner, entretanto, nega ter cometido qualquer irregularidade. O senador sustenta que não recebeu vantagens indevidas e afirma estar tranquilo para prestar os esclarecimentos necessários às autoridades.
O depoimento previsto para 7 de agosto deverá permitir que os investigadores questionem diretamente o parlamentar sobre os fatos levantados durante as diligências e sobre elementos obtidos nas fases anteriores da operação.
É importante destacar que as suspeitas permanecem sob investigação e que a intimação para prestar depoimento não representa condenação ou comprovação de responsabilidade criminal. Wagner não foi condenado pelos fatos investigados e tem assegurados o contraditório, a ampla defesa e a presunção de inocênc.ia
Da redação Mídia News





