
O candidato a deputado federal Delegado Pablo (PL-AM) afirmou que o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), estaria correndo risco de vida diante dos recentes desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. Ele defendeu que a Polícia Federal reforce a proteção ao magistrado.
A declaração ocorreu após Mendonça retirar o sigilo de documentos relacionados à investigação que apura o caso Master e que revelou mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes. O conteúdo foi tornado público na terça-feira (1º).
“O ministro André Mendonça, hoje, na minha opinião pessoal, ele corre o risco de vida”, declarou Pablo. O candidato acrescentou que, em sua avaliação, Mendonça deveria estar entre as autoridades mais protegidas do país neste momento.
Delegado pede atuação da Polícia Federal
Pablo argumentou que a Polícia Federal dispõe de estrutura para garantir a segurança do integrante do Supremo e sustentou que a instituição deveria atuar diretamente na proteção do magistrado.
Segundo ele, caso o Estado não adote medidas adequadas, existe o risco de ocorrer uma situação mais grave. A afirmação representa uma avaliação pessoal do candidato; não foi apresentada, na declaração repercutida, evidência específica de uma ameaça concreta contra Mendonça.
A preocupação com a segurança do ministro, porém, antecede a atual disputa envolvendo integrantes do Supremo. Em junho, a Folha de S.Paulo informou que Mendonça teve sua segurança reforçada após assumir a relatoria do caso Master. Segundo a reportagem, uma avaliação interna do STF apontou aumento do risco à integridade física do magistrado, levando à ampliação do número de policiais e ao acompanhamento de eventuais ameaças.
Na ocasião, o próprio Mendonça fez referência pública aos riscos relacionados à condução da investigação.
Divulgação das mensagens amplia tensão no STF
O novo episódio ocorre em meio a uma escalada de tensão envolvendo Mendonça e Moraes. Nesta quinta-feira (3), Moraes retirou o sigilo de uma decisão e encaminhou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatórios da Polícia Federal sobre a atuação de Mendonça nas operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Os documentos analisam decisões tomadas pelo ministro e levantam hipóteses sobre sua atuação. Os próprios relatórios, entretanto, ressaltam que são documentos de inteligência, produzidos em ambiente de informação incompleta, e não peças de instrução processual com valor probatório.
O caso ganhou repercussão ainda maior depois da divulgação das mensagens encontradas pela Polícia Federal no material apreendido com Daniel Vorcaro. Segundo o relatório da investigação divulgado após a retirada do sigilo, foram identificados diálogos atribuídos a Vorcaro e Moraes relacionados ao avanço da Operação Compliance Zero.
A sucessão de decisões, relatórios e manifestações transformou o caso Master em um dos principais focos de tensão institucional no Supremo, enquanto diferentes autoridades discutem a validade das investigações e os procedimentos adotados durante a apuração.
Da redação Mídia News Campo Grande





