Justiça Eleitoral manda PF investigar ex-assessora de Lula por vídeo contra vice de Flávio Bolsonaro
Brunna Rosa Alfaia é investigada por suspeita de divulgar informações falsas contra Alfredo Gaspar; decisão determina preservação de dados no Instagram e apuração pela Polícia Federal

A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) investigue Brunna Rosa Alfaia, ex-assessora do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por suspeita de participação na divulgação de informações falsas contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL).
A decisão foi tomada na sexta-feira (16), pela 71ª Zona Eleitoral de Niterói, no Rio de Janeiro, após uma notícia-crime apresentada pelo parlamentar. O procedimento envolve um vídeo divulgado nas redes sociais durante a campanha para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Vídeo associava candidato a acusação criminal
Segundo a denúncia apresentada à Justiça Eleitoral, o vídeo foi publicado em 8 de outubro por quatro perfis do Instagram e associava Alfredo Gaspar a uma suposta investigação por crime sexual contra uma criança.
A defesa do deputado argumentou que o conteúdo foi divulgado dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o arquivamento de um procedimento relacionado à acusação, após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), por ausência de indícios mínimos para abertura de investigação criminal.
O material também fazia referências à disputa presidencial e continha manifestações de apoio à candidatura adversária.
Quem é Brunna Rosa Alfaia?
Brunna ocupou o cargo de secretária de Estratégia e Redes da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República entre março de 2024 e janeiro de 2025.
Ela também participou da campanha presidencial de Lula em 2022, atuando na coordenação da comunicação digital.
Além da ex-assessora, André Martins Rembold foi identificado na notícia-crime. A eventual responsabilidade individual dos envolvidos deverá ser esclarecida durante as investigações.
Justiça determina investigação e preservação de provas
A Justiça Eleitoral considerou que os elementos apresentados justificam a abertura de investigação para verificar possível divulgação de informações sabidamente falsas durante a campanha.
A Polícia Federal deverá identificar os responsáveis pelas publicações, analisar registros digitais e verificar se os envolvidos tinham conhecimento da eventual falsidade do conteúdo.
A decisão também determinou que o Instagram preserve, inicialmente por um ano, os dados relacionados às publicações e aos quatro perfis mencionados na denúncia.
Entre as informações que deverão ser preservadas estão registros cadastrais, endereços IP, datas e horários de acesso. A plataforma recebeu prazo de 48 horas para informar o cumprimento da determinação.
Caso também será encaminhado ao TSE
Embora tenha autorizado a investigação, a Justiça Eleitoral não acolheu, neste momento, o pedido para impedir novas publicações sobre o assunto, por considerar insuficientes os elementos apresentados para demonstrar risco concreto de repetição.
O caso também será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que poderá analisar eventual pedido de remoção do vídeo, considerando sua relação com a propaganda presidencial.
A abertura da investigação não representa condenação nem comprovação de participação dos citados em qualquer crime. A apuração deverá esclarecer a autoria, as circunstâncias da divulgação e a eventual responsabilidade dos envolvidos.
Até as informações consultadas para esta reportagem, não havia manifestação de defesa de Brunna Rosa Alfaia apresentada nas matérias utilizadas.
Da redação Mídia News Campo Grande





