
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo na Câmara, protocolou na Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido de afastamento cautelar do ministro André Mendonça de suas funções no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A iniciativa foi apresentada sob a alegação de suspeição e suposta parcialidade partidária do magistrado.
Mendonça, que também integra o Supremo Tribunal Federal (STF), ocupa atualmente a vice-presidência do TSE. Segundo os relatos publicados sobre a representação, Lindbergh pretende que o ministro permaneça afastado da Justiça Eleitoral durante o processo eleitoral de 2026 ou, alternativamente, não participe de processos diretamente relacionados à disputa presidencial.
Parlamentar aponta episódios para sustentar pedido
Na representação, Lindbergh relaciona diferentes episódios que, em sua avaliação, colocariam em dúvida a imparcialidade de Mendonça. Entre eles está uma reunião reservada do ministro com Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, além de decisões relacionadas ao sigilo de investigações e aos desdobramentos de apurações conduzidas pela Polícia Federal.
O deputado também menciona investigações envolvendo o financiamento do filme “Dark Horse” e o deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP). A representação associa esses episódios a decisões tomadas durante o calendário eleitoral, mas essas interpretações integram a argumentação apresentada pelo parlamentar e não representam uma conclusão já estabelecida pela PGR ou pelo TSE.
Outro ponto citado é a divulgação de um vídeo de Mendonça às vésperas do 7 de Setembro, posteriormente promovido pela deputada Bia Kicis (PL-DF). Lindbergh sustenta que a exposição pública reforçaria sua alegação de proximidade política.
Código Eleitoral é citado na representação
A argumentação apresentada à PGR menciona o artigo 20 do Código Eleitoral, dispositivo que prevê a possibilidade de arguição de suspeição de integrantes do TSE em casos de parcialidade partidária. A aplicação desse dispositivo ao caso de Mendonça, contudo, dependerá da apreciação jurídica das autoridades competentes.
A iniciativa ocorre em meio às recentes divergências públicas entre ministros do Supremo sobre a condução de investigações relacionadas ao Banco Master. Na sessão do STF de 15 de setembro, integrantes da Corte trocaram críticas sobre procedimentos adotados nas apurações.
Até a publicação das informações disponíveis, André Mendonça não havia comentado especificamente o pedido apresentado por Lindbergh. A representação ainda deverá ser analisada pela Procuradoria-Geral da República.
Da redação Mídia News Campo Grande





