
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) criticou nesta segunda-feira (17) a divulgação de mensagens trocadas entre Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada pela Polícia Federal (PF) em apurações envolvendo suspeitas de tráfico de influência.
Ao compartilhar nas redes sociais uma imagem com parte dos diálogos atribuídos aos dois, Nikolas escreveu: “Destroem o Brasil e falam de futuro na Suíça”. A publicação fazia referência a uma conversa de março de 2024 na qual Luchsinger afirma que os dois estariam em outro “nível” e menciona a Suíça como futuro. A postagem consta no perfil do parlamentar no X.
As mensagens foram obtidas pela Polícia Federal a partir do celular de Roberta Luchsinger, segundo reportagem da CNN Brasil. O material indica contatos envolvendo negócios, emissão de notas fiscais e reuniões com pessoas ligadas ao governo federal.
Entre os nomes mencionados nas conversas estão Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, que ocupou a chefia de gabinete do presidente Lula, e Swedenberger Barbosa, que exerceu o cargo de secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Outro ponto sob investigação envolve a relação de Roberta Luchsinger com Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo informações divulgadas sobre as investigações, a PF apura transferências financeiras e eventual atuação da lobista para ampliar sua influência junto a integrantes do governo. As suspeitas ainda estão sendo investigadas e não representam conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal dos citados.
A Polícia Federal também apura a compra de joias por Luchsinger para Marcola. Reportagem da Folha de S.Paulo informa que os investigadores analisam se presentes, pagamentos ou outras vantagens estariam relacionados a uma tentativa de obter influência ou acesso dentro do governo. Marcola sustenta que as joias decorreram de um empréstimo posteriormente quitado.
A defesa de Lulinha contesta a forma como o material da investigação vem sendo divulgado. Segundo manifestação relatada pela imprensa, os advogados alegam “vazamentos seletivos” e questionam a legitimidade das provas, além de afirmarem não ter acesso integral ao conteúdo. A defesa de Roberta Luchsinger informou que não comentaria o caso em razão do sigilo das investigações.
O presidente Lula, ao comentar recentemente as investigações envolvendo o filho, afirmou acreditar na inocência de Lulinha, mas defendeu que as apurações prossigam e declarou que, caso alguma irregularidade seja comprovada, ele deverá responder pelos próprios atos.
Da redação Mídia News Campo Grande





