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Paróquia ligada ao padre Júlio Lancellotti repassou R$ 500 mil a instituto presidido por assessor investigado pela Justiça

Transferências financeiras à entidade ocorreram por meio da Paróquia São Miguel Arcanjo; presidente do instituto responde a processo criminal no Pará, segundo documentos judiciais.

A Paróquia São Miguel Arcanjo, localizada na Mooca, em São Paulo, e comandada pelo padre Júlio Lancellotti, repassou ao menos R$ 500 mil ao Instituto São Miguel Arcanjo, entidade presidida por Marcelo Augusto de Sousa e Silva, assessor próximo do sacerdote. A informação foi divulgada nesta semana e acrescenta novos elementos às discussões envolvendo a administração de recursos ligados à instituição religiosa.

De acordo com a reportagem, Marcelo Augusto responde a um processo criminal na Justiça do Pará por acusações de falsidade ideológica, falsa identidade e falsificação de documento particular. Conforme os registros judiciais mencionados, o processo tramita há mais de uma década, período em que a Justiça tentou localizar o investigado para o andamento da ação.

Os repasses realizados pela paróquia ao instituto passaram a ser alvo de questionamentos em razão da posição ocupada por Marcelo na entidade beneficiada e de sua atuação como assessor do padre Júlio Lancellotti. Até o momento, não há decisão judicial apontando irregularidade nas transferências financeiras efetuadas entre a paróquia e o instituto.

Segundo a publicação, padre Júlio Lancellotti afirmou desconhecer o histórico criminal atribuído ao seu assessor. A declaração foi apresentada após a divulgação das informações envolvendo o dirigente do instituto e sua condição de réu na Justiça paraense.

O caso surge em um contexto no qual o sacerdote já enfrenta outros questionamentos administrativos relacionados à gestão da Paróquia São Miguel Arcanjo. Em meses anteriores, uma representação encaminhada à Arquidiocese de São Paulo contestou o suposto uso de recursos da paróquia para o pagamento de despesas judiciais pessoais. Na ocasião, a Arquidiocese confirmou o recebimento da representação para análise, enquanto a paróquia negou qualquer irregularidade e informou que possui mecanismos de auditoria, conselho administrativo e controle financeiro.

Até o momento, não há informação de que a Arquidiocese tenha concluído eventual apuração sobre os novos fatos envolvendo os repasses ao instituto presidido pelo assessor. Também não há decisão judicial que atribua responsabilidade ao padre Júlio Lancellotti em relação às transferências financeiras ou ao processo criminal envolvendo Marcelo Augusto de Sousa e Silva.

O caso segue acompanhando os desdobramentos das investigações e eventuais manifestações das partes envolvidas. Caso novas informações oficiais sejam divulgadas pelas autoridades competentes ou pela Arquidiocese de São Paulo, o cenário poderá ser atualizado.

Da redação Midia News

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