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Paulo Figueiredo sugere trocar tarifaço dos EUA por sanções da Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras

Aliado de Flávio Bolsonaro deve defender em audiência nos Estados Unidos que tarifas de 25% sejam substituídas por medidas individuais contra autoridades

O empresário e comentarista político Paulo Figueiredo pretende defender nos Estados Unidos uma mudança na estratégia de pressão contra o Brasil. Ligado ao grupo político do senador Flávio Bolsonaro, Figueiredo argumenta que o governo norte-americano deveria abandonar a aplicação de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e ampliar o uso de sanções individuais previstas na Lei Magnitsky contra autoridades brasileiras.

A proposta deverá ser apresentada durante uma audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), marcada para julho, em Washington. Segundo relatos publicados pela imprensa, Figueiredo pretende sustentar que o chamado “tarifaço” prejudicaria exportadores brasileiros, empresas e consumidores dos dois países, enquanto medidas direcionadas atingiriam apenas os responsáveis pelas decisões questionadas por Washington.

Na argumentação apresentada pelo aliado de Flávio Bolsonaro, as tarifas comerciais poderiam fortalecer politicamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao permitir um discurso de defesa da soberania nacional e resistência a pressões externas. Figueiredo também afirma que sanções individuais seriam uma alternativa mais eficiente para pressionar autoridades específicas.

A Lei Global Magnitsky é um mecanismo utilizado pelos Estados Unidos para impor restrições financeiras e diplomáticas contra estrangeiros acusados pelo governo americano de envolvimento em corrupção ou violações graves de direitos humanos. O instrumento já foi citado em disputas envolvendo autoridades brasileiras, especialmente no contexto de críticas feitas por setores da direita brasileira a decisões do Supremo Tribunal Federal.

A movimentação ocorre em meio a uma tensão diplomática envolvendo Brasil e Estados Unidos, com debates sobre comércio, decisões judiciais brasileiras e medidas de pressão internacional. Figueiredo defende que a estratégia americana deveria evitar impactos econômicos amplos e concentrar sanções em indivíduos.

A participação dele na audiência faz parte de uma articulação política que também envolve representantes ligados ao grupo Bolsonaro nos Estados Unidos. O objetivo declarado é influenciar a decisão do governo americano sobre as medidas comerciais previstas contra produtos brasileiros.

Da redação Mídia News

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