
A Petrobras ingressou com uma ação judicial nos Estados Unidos contra uma subsidiária da Murphy Oil Corporation, acusando a parceira de realizar cobranças indevidas em uma operação conjunta de exploração e produção de petróleo no Golfo do México. Segundo a estatal brasileira, os valores questionados ultrapassam US$ 5 milhões, montante equivalente a mais de R$ 25 milhões na cotação atual.
De acordo com informações divulgadas pela imprensa especializada norte-americana, a Petrobras America, subsidiária da Petrobras nos Estados Unidos, alega que despesas sem relação direta com a operação da joint venture teriam sido repassadas indevidamente à empresa. Entre os gastos contestados estariam custos com aeronaves corporativas, bônus executivos e outras despesas administrativas que, segundo a estatal, não deveriam ter sido contabilizadas como custos operacionais do empreendimento.
A disputa envolve a MP Gulf of Mexico (MPGoM), empresa criada em 2018 por meio de uma parceria entre a Petrobras America e a Murphy Exploration & Production Company. A joint venture foi estruturada para administrar ativos de petróleo e gás natural no Golfo do México, com participação de 80% da Murphy e 20% da Petrobras.
A parceria reúne participações em diversos campos offshore localizados em águas profundas da região, considerada uma das mais relevantes áreas de produção de petróleo dos Estados Unidos. A Murphy atua como operadora da joint venture desde sua criação.
Segundo a ação judicial, a Petrobras sustenta que a parceira teria descumprido regras contratuais ao incluir despesas que não estariam diretamente ligadas às atividades da empresa conjunta. A estatal busca recuperar os valores supostamente pagos de forma indevida, além de obter esclarecimentos sobre os critérios adotados na contabilização dos custos operacionais.
Até o momento, a Murphy Oil não havia apresentado publicamente uma resposta detalhada às acusações. O caso deverá ser analisado pela Justiça norte-americana, que avaliará os argumentos apresentados pelas duas empresas e a interpretação dos contratos que regem a parceria.
O episódio ocorre em um momento em que grandes companhias do setor de petróleo e gás reforçam mecanismos de governança e fiscalização em operações compartilhadas, especialmente em empreendimentos internacionais de grande porte, onde divergências sobre custos operacionais podem resultar em disputas milionárias.
Da redação Mídia News




