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PM acusa GSI e Polícia Federal de descumprirem ordem judicial para favorecer ato de Lula em São Paulo

Relatório da Polícia Militar aponta que integrantes da segurança presidencial teriam desrespeitado determinação do TRE-SP durante evento de campanha na Avenida Paulista.

Um relatório da Polícia Militar de São Paulo aponta que militares do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e agentes da Polícia Federal (PF) teriam descumprido uma determinação da Justiça Eleitoral durante um ato de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, realizado na Avenida Paulista, na capital paulista.

Segundo a PM, a atuação dos integrantes dos órgãos federais teria contrariado uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), supostamente com o objetivo de favorecer a realização do evento político.

A acusação envolve a relação entre as equipes responsáveis pela segurança presidencial, as forças policiais estaduais e o cumprimento das determinações judiciais durante manifestações eleitorais.

Relatório aponta possível desrespeito à Justiça Eleitoral

O documento atribuído à Polícia Militar sustenta que houve desrespeito à ordem judicial por parte de integrantes das estruturas federais de segurança.

A denúncia levanta questionamentos sobre os limites da atuação dos órgãos de segurança durante eventos de campanha e sobre a obrigação de cumprimento das decisões da Justiça Eleitoral, independentemente da autoridade envolvida.

Entretanto, a acusação apresentada pela PM não representa, por si só, uma conclusão judicial de que os agentes cometeram irregularidades. A eventual responsabilização depende da análise dos fatos, das provas e das manifestações dos envolvidos.

Justiça havia autorizado caminhada com restrições

A manifestação ocorreu em 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições de 2026.

Em decisão de 1º de outubro, a juíza Maria Cláudia Bedotti autorizou parcialmente o evento, previsto para ocorrer entre 10h e 13h, mas determinou que fossem respeitadas as orientações operacionais da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).

As restrições buscavam preservar a circulação de veículos e impedir prejuízos ao transporte de urnas eletrônicas, equipamentos e servidores da Justiça Eleitoral.

Grades e viatura da PF teriam impedido circulação

Conforme o relatório, por volta das 9h do dia da manifestação, integrantes do GSI teriam instalado grades para bloquear duas faixas da Avenida Paulista, apesar das restrições judiciais.

O documento também afirma que uma viatura da Polícia Federal foi posicionada diante de um caminhão de som, dificultando sua movimentação conforme as orientações da PM.

As ocorrências teriam sido registradas por câmeras corporais dos policiais militares.

Coronel ligado à campanha é citado no documento

O relatório menciona ainda o coronel da reserva Rogério Brito de Miranda, ex-integrante do GSI que, segundo o documento, atuava na organização da segurança da campanha petista.

Durante uma reunião realizada em 2 de outubro, ele teria exigido o fechamento da Avenida Paulista, apesar da resistência dos representantes da Polícia Militar paulista.

Caso foi encaminhado à Justiça Eleitoral

O relatório foi encaminhado ao TRE-SP para conhecimento e avaliação das providências cabíveis.

Até a divulgação das informações, não havia confirmação de decisão judicial reconhecendo o descumprimento da ordem. As versões do GSI, da Polícia Federal e dos organizadores da campanha também não constavam dos documentos divulgados.

Da redação Mídia News Campo Grande

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