
A diretora executiva do Fundo Brasil de Direitos Humanos, Allyne Andrade, defendeu a ampliação do acesso de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais aos recursos destinados ao enfrentamento da crise climática e à proteção dos territórios. A declaração foi feita em entrevista à Agência Brasil publicada neste domingo (6).
Segundo Allyne, apesar das grandes discussões internacionais sobre financiamento climático, adaptação e preservação ambiental, parte significativa dos recursos ainda encontra dificuldades para chegar diretamente às populações que vivem nos territórios e enfrentam os efeitos das mudanças climáticas.
A dirigente destacou que o Fundo Brasil busca atuar justamente nessas lacunas de financiamento, oferecendo não apenas recursos financeiros, mas também suporte técnico e apoio para organizações e movimentos sociais.
Uma das principais iniciativas da instituição nessa área é o Raízes – Fundo de Justiça Climática para Povos Indígenas e Comunidades Tradicionais, criado em 2023. O programa direciona recursos para organizações indígenas, quilombolas e outros grupos tradicionais que atuam na defesa de seus territórios e do meio ambiente.
Os projetos são selecionados por meio de editais públicos e processos participativos. O programa também mantém mecanismos emergenciais de resposta rápida para lideranças ameaçadas em conflitos territoriais e comunidades atingidas por eventos climáticos extremos.
R$ 141 milhões destinados a iniciativas
Ao completar 20 anos em 2026, o Fundo Brasil contabiliza R$ 141 milhões destinados a aproximadamente 2,5 mil iniciativas. Somente em 2025, foram R$ 32 milhões repassados à sociedade civil organizada, crescimento de quase 20% em relação ao ano anterior.
Desde sua criação, o programa Raízes já destinou mais de R$ 6 milhões diretamente a projetos e ações emergenciais envolvendo povos e comunidades tradicionais.
Além da justiça climática, o Fundo Brasil mantém iniciativas relacionadas aos direitos dos trabalhadores, combate ao trabalho análogo à escravidão, enfrentamento ao racismo e outras áreas ligadas aos direitos humanos.
Da redação Mídia News Campo Grande

