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Sanções dos EUA contra o PCC: quem são as pessoas e empresas na mira do Tesouro americano

Medida bloqueia bens e proíbe transações com cidadãos e empresas dos EUA; autoridades americanas apontam suposta atuação em esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou a imposição de sanções econômicas contra dois cidadãos brasileiros e quatro empresas por suposta participação em uma rede de lavagem de dinheiro vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A decisão foi adotada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) e prevê o bloqueio de eventuais bens e interesses dos sancionados em território norte-americano, além da proibição de que pessoas e empresas dos EUA realizem negócios com eles.

Segundo as autoridades americanas, os alvos são:

Pessoas sancionadas

  • Victor Henrique de Oliveira Shimada;
  • Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira.

Os EUA afirmam que Victor Shimada atuava como um elo entre integrantes do PCC no Brasil e na Flórida, sendo acusado de movimentar mais de US$ 30 milhões em operações de lavagem de dinheiro. Já Stella é apontada como colaboradora próxima e integrante da estrutura administrativa ligada a Shimada. As acusações são do governo norte-americano e não representam condenação judicial.

Empresas atingidas

Além das pessoas físicas, quatro empresas passaram a integrar a lista de sanções:

  • Victory Trading;
  • Pixwave;
  • duas outras empresas brasileiras ligadas ao grupo investigado;
  • uma empresa sediada em Portugal.

De acordo com o Departamento do Tesouro, essas empresas teriam sido utilizadas para movimentar recursos financeiros e ocultar valores supostamente provenientes das atividades criminosas atribuídas ao PCC.

O que muda com as sanções

As medidas determinam que:

  • todos os bens e ativos eventualmente localizados nos Estados Unidos sejam bloqueados;
  • cidadãos e empresas norte-americanas fiquem proibidos de realizar transações financeiras ou comerciais com os sancionados;
  • instituições financeiras que mantenham relações com os alvos possam sofrer restrições caso descumpram as determinações do OFAC.

As sanções têm alcance principalmente sobre o sistema financeiro internacional que utiliza o dólar ou mantém relações com instituições dos Estados Unidos.

Governo brasileiro reage

Após o anúncio, integrantes do governo brasileiro ressaltaram que as medidas produzem efeitos na jurisdição norte-americana e defenderam a cooperação internacional no combate ao crime organizado, preservando a soberania nacional.

As sanções representam a primeira ação concreta dos Estados Unidos contra pessoas e empresas brasileiras após a classificação do PCC como organização terrorista estrangeira pela administração americana, ampliando o rigor das medidas de combate ao financiamento da facção.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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