Trump chama Cuba de país falido e afirma que regime comunista não deve durar muito mais
Presidente dos Estados Unidos prevê mudanças políticas na ilha em até dois anos e meio, cita operação militar na Venezuela e afirma que Washington acompanha de perto a situação cubana.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer declarações sobre o futuro político de Cuba e afirmou que o regime comunista que governa a ilha desde 1959 não deverá permanecer no poder por muito mais tempo. Durante uma entrevista concedida na Flórida, o republicano classificou Cuba como um país falido e indicou que mudanças poderão ocorrer antes do término de seu mandato presidencial.
As declarações foram divulgadas no sábado (31 de outubro) e ganharam repercussão internacional. Questionado sobre a possibilidade de o atual sistema político cubano continuar no poder nos próximos anos, Trump demonstrou confiança em uma transformação no país caribenho.
“Eu diria que não vai durar muito mais. É um país falido. Vamos fazer com que as pessoas voltem para lá muito em breve”, declarou o presidente norte-americano.
Trump estabelece prazo para mudanças em Cuba
Ao comentar quando espera que ocorram mudanças na ilha, Trump mencionou um período de aproximadamente dois anos e meio, acrescentando que os acontecimentos poderão se desenrolar antes desse prazo.
A declaração representa uma expectativa política do presidente norte-americano, e não um cronograma oficial para a substituição do governo cubano.
Trump também afirmou que sua administração acompanha atentamente os acontecimentos em Havana e destacou o envolvimento do secretário de Estado, Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos, nas discussões sobre o futuro das relações entre os dois países.
Venezuela é citada como exemplo
Durante a entrevista, Trump mencionou a operação militar realizada pelos Estados Unidos na Venezuela, em janeiro de 2026, que resultou na captura de Nicolás Maduro.
O presidente norte-americano utilizou o episódio para destacar a capacidade de atuação de Washington na América Latina, embora não tenha apresentado um plano militar específico para Cuba.
A referência à Venezuela aumentou a repercussão de suas declarações, especialmente diante das tensões diplomáticas entre Washington e Havana.
Crise econômica aumenta pressão sobre o governo cubano
Cuba enfrenta dificuldades econômicas prolongadas, marcadas pela escassez de combustíveis, problemas no abastecimento de alimentos, interrupções no fornecimento de energia elétrica e limitações na infraestrutura.
O governo cubano atribui parte significativa dessas dificuldades às sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos, enquanto críticos da administração da ilha também apontam problemas estruturais e falhas na gestão econômica.
As restrições comerciais norte-americanas permanecem como um dos principais pontos de conflito entre os dois países, cujas relações são marcadas por décadas de divergências políticas e ideológicas.
Governo cubano defende soberania nacional
Diante das declarações norte-americanas, autoridades cubanas reafirmaram que os Estados Unidos não possuem legitimidade para determinar o futuro político da ilha.
O governo de Havana sustenta que qualquer transformação institucional deve ocorrer por decisão dos próprios cubanos, sem interferência externa.
Apesar das previsões feitas por Trump, não existe confirmação de que o regime cubano esteja próximo de terminar. A permanência ou eventual transformação do sistema político dependerá de fatores internos, econômicos, sociais e diplomáticos.
A declaração do presidente norte-americano, entretanto, reforça a pressão de Washington sobre Havana e coloca novamente o futuro de Cuba no centro das discussões internacionais.
Da redação Mídia News Campo Grande




