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Erika Hilton é eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara

Deputada do PSOL-SP recebeu 11 votos e se torna a primeira parlamentar trans a comandar o colegiado responsável por discutir políticas públicas e legislações voltadas às mulheres

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi eleita nesta quarta-feira (11) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, um dos colegiados permanentes da Câmara dos Deputados do Brasil responsável por analisar projetos de lei e promover debates relacionados à proteção e à ampliação dos direitos das mulheres no país.

Na votação realizada entre os membros da comissão, a parlamentar recebeu 11 votos, garantindo a presidência do grupo. Com o resultado, Hilton passa a ocupar um marco inédito no Legislativo brasileiro: ela se torna a primeira parlamentar trans a assumir a presidência do colegiado em toda a história do Congresso Nacional.

A eleição ocorreu durante reunião interna da comissão, responsável por discutir e encaminhar propostas legislativas que tratam de temas como combate à violência contra a mulher, igualdade de direitos, participação feminina na política e políticas públicas voltadas à proteção e autonomia das mulheres.

Além da escolha da presidência, os integrantes do colegiado também definiram a composição da mesa diretora. A deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ) foi eleita vice-presidente da comissão, passando a integrar a condução dos trabalhos ao lado de Erika Hilton.

A nova presidência sucede a gestão da deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG), que esteve à frente do colegiado até a definição da nova composição. A mudança faz parte do processo periódico de reorganização das comissões permanentes da Câmara, que ocorre anualmente e define a distribuição de cargos entre os partidos e blocos parlamentares.

Criada para acompanhar e propor iniciativas legislativas voltadas às mulheres, a comissão exerce papel central no debate de políticas públicas relacionadas à igualdade de gênero, combate à discriminação e enfrentamento à violência. Entre suas atribuições estão a análise de projetos de lei, realização de audiências públicas e acompanhamento da execução de programas governamentais voltados à pauta feminina.

A eleição de Erika Hilton ocorre em um momento de ampliação do debate sobre representatividade política e diversidade no Parlamento brasileiro. Nos últimos anos, o Congresso tem registrado aumento no número de parlamentares que representam diferentes grupos sociais e pautas relacionadas aos direitos civis.

De acordo com informações divulgadas pelo portal Poder360, a escolha da deputada ocorreu sem disputa acirrada dentro da comissão, consolidando apoio suficiente entre os membros do colegiado para assumir a liderança dos trabalhos ao longo do atual período legislativo.

Da redação Mídia News

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