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Fraudes no INSS: amiga de Lulinha deve depor à Polícia Federal sobre esquema bilionário

Empresária Roberta Luchsinger será ouvida pela PF em investigação que apura desvios em aposentadorias e possíveis repasses financeiros ligados ao filho do presidente Lula

A empresária Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como possível intermediária em relações financeiras envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deverá prestar depoimento nos próximos dias no inquérito que investiga fraudes bilionárias contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O depoimento está marcado para quarta-feira (20) e será realizado por videoconferência.

Segundo as investigações, Roberta teria mantido vínculos comerciais e pessoais com Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela PF como um dos principais operadores do esquema de descontos irregulares em benefícios previdenciários. A polícia apura se valores movimentados por empresas ligadas ao investigado chegaram a beneficiar pessoas próximas ao núcleo político do governo federal.

Relatórios da Polícia Federal indicam que Roberta Luchsinger recebeu cerca de R$ 1,5 milhão de empresas relacionadas ao “Careca do INSS”. Conversas encontradas em aparelhos apreendidos também levantaram suspeitas sobre possíveis repasses ao “filho do rapaz”, expressão que os investigadores tentam relacionar a Lulinha. Até o momento, não há acusação formal ou condenação contra a empresária ou contra o filho do presidente Lula.

A defesa de Lulinha nega qualquer participação no esquema investigado e afirma que o empresário não possui envolvimento com fraudes no INSS. Já os advogados de Roberta sustentam que ela pretende colaborar com as autoridades para esclarecer os fatos e afastar suspeitas de irregularidades.

O caso integra a Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga descontos não autorizados em aposentadorias e pensões. As autoridades estimam que o prejuízo causado aos beneficiários do INSS possa ultrapassar R$ 6 bilhões.

As apurações também avançam no Congresso Nacional por meio da CPMI do INSS, que já aprovou requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscal de investigados ligados ao caso. A PF avalia que o depoimento de Roberta Luchsinger poderá ajudar a definir os próximos passos da investigação, inclusive uma eventual convocação de Lulinha para prestar esclarecimentos.

Da redação Mídia News

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