
O cenário político do Paraná ganhou novos capítulos de tensão neste fim de semana após uma troca de ataques entre o senador Sergio Moro e a deputada federal Gleisi Hoffmann. O embate ocorreu em meio aos movimentos de pré-campanha para as eleições estaduais de 2026 e reforça a polarização que já começa a marcar a corrida pelo Palácio Iguaçu.
A controvérsia teve início durante um evento realizado em Curitiba para o lançamento da pré-candidatura de Requião Filho ao governo do Paraná. Em seu discurso, Gleisi afirmou que a esquerda derrotará “a extrema direita no Brasil e o juiz ladrão no Paraná”, em referência direta a Moro. A parlamentar também criticou a atuação do ex-juiz da Operação Lava Jato, afirmando que ele “nunca quis combater a corrupção”.
A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais e provocou uma reação imediata do senador. Em publicação na plataforma X, Moro respondeu aos ataques e afirmou que seu grupo político pretende impedir o crescimento do PT e de seus aliados no estado.
“O paranaense pode ficar tranquilo, nosso projeto bloqueará as pretensões do PT e de seus aliados no nosso Estado. O Paraná é nossa Fortaleza”, escreveu o parlamentar. Moro também ironizou a mobilização promovida pela esquerda e criticou pautas defendidas pelos adversários políticos.
A troca de acusações acontece em um momento estratégico para os dois grupos políticos. Na sexta-feira anterior ao evento petista, Moro oficializou sua pré-candidatura ao governo do Paraná em um ato promovido pelo PL em Curitiba. O encontro contou com a presença do senador Flávio Bolsonaro, além do ex-procurador Deltan Dallagnol e do deputado federal Filipe Barros.
Durante o lançamento de sua pré-campanha, Moro voltou a defender pautas ligadas ao combate à corrupção, segurança pública e enfrentamento ao crime organizado. O senador também direcionou críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente em temas relacionados à segurança nacional.
Do lado da esquerda, o evento que reuniu Gleisi Hoffmann e Requião Filho também contou com lideranças nacionais e estaduais do PT e partidos aliados, sinalizando a construção de uma ampla frente política para a disputa eleitoral de 2026. Apesar da movimentação, ainda não foram anunciados os nomes que irão compor a chapa para vice-governador e para a segunda vaga ao Senado.
Analistas políticos avaliam que os episódios deste fim de semana demonstram que a campanha eleitoral no Paraná tende a ser uma das mais disputadas do país. A rivalidade histórica entre Moro e setores do PT, alimentada desde os tempos da Lava Jato, promete continuar ocupando espaço central no debate político estadual nos próximos meses.
Da redação Mídia News



