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Museu encerra exposição sobre funk antes do prazo após denúncia ao Ministério Público

Mostra “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade” ficaria em cartaz até agosto, mas foi encerrada em 31 de maio, em São Paulo

A exposição “Funk: Um Grito de Ousadia e Liberdade”, em cartaz no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, foi encerrada antes do prazo inicialmente previsto após denúncias encaminhadas ao Ministério Público de São Paulo por políticos ligados ao PL. A mostra, que havia começado em novembro de 2025, tinha previsão de permanecer aberta ao público até 30 de agosto de 2026, mas foi encerrada no domingo, 31 de maio.

A exposição reunia obras, fotografias, registros audiovisuais e itens de acervo para abordar o funk como manifestação cultural, linguística, estética e social. Segundo a programação divulgada anteriormente, o objetivo era apresentar a influência do gênero musical na língua, na moda, nas artes visuais e nas formas de expressão das periferias urbanas.

A polêmica ganhou força depois que parlamentares passaram a questionar trechos da mostra, alegando suposta presença de conteúdos inadequados para menores, apologia ao crime, erotização e referências associadas à chamada “narcocultura”. Entre os nomes citados nas denúncias está o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), que acionou o Ministério Público de São Paulo no início de maio. Reportagem do Metrópoles também informa que o vereador Lucas Pavanato e Felipe Sertanejo protocolaram denúncia contra a exposição.

O Museu da Língua Portuguesa, por sua vez, informou que o encerramento ocorreu para viabilizar a montagem de duas novas exposições ainda neste ano. A instituição também afirmou que a mostra permaneceu aberta por seis meses, período considerado médio para exposições temporárias do museu.

A decisão provocou reação de integrantes da curadoria. A curadora Renata Prado classificou o encerramento antecipado como censura e atribuiu a medida à pressão política. A exposição, segundo registros de divulgação anteriores, estava prevista para seguir até 30 de agosto.

O caso reacende o debate sobre os limites entre liberdade artística, classificação etária, uso de equipamentos públicos e proteção de crianças e adolescentes em exposições culturais.

Da redação Mídia News

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