
A Seleção Brasileira volta a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), para enfrentar a Noruega pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey (EUA), e definirá uma das equipes classificadas para as quartas de final da competição.
O Brasil chega embalado pela vitória por 2 a 1 sobre o Japão, resultado conquistado de virada e que garantiu a classificação para o mata-mata. Apesar do triunfo, o desempenho da equipe comandada por Carlo Ancelotti dividiu opiniões. A seleção encontrou dificuldades na criação de jogadas durante boa parte da partida e precisou crescer na etapa final para confirmar a vaga.
Do outro lado estará uma das seleções que mais incomodam o histórico brasileiro. A Noruega eliminou a Costa do Marfim ao vencer por 2 a 1 e chega confiante para o confronto, impulsionada pelo excelente momento do atacante Erling Haaland, um dos principais artilheiros da Copa do Mundo até o momento.
O retrospecto entre as duas seleções chama atenção. Em quatro confrontos disputados, o Brasil nunca conseguiu vencer os noruegueses. Foram duas vitórias da Noruega e dois empates, incluindo o histórico triunfo europeu por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1998, na França. O duelo deste domingo representa, portanto, uma oportunidade para a Seleção Brasileira quebrar um tabu que já dura quase quatro décadas.
Análise: favoritismo brasileiro enfrenta eficiência norueguesa
Embora o Brasil seja apontado como favorito pela qualidade técnica de seu elenco, a classificação não deve ser simples. A equipe brasileira possui maior posse de bola, alternativas ofensivas e um banco de reservas mais qualificado, mas ainda busca maior equilíbrio entre defesa e ataque desde a chegada de Carlo Ancelotti.
A principal preocupação brasileira será neutralizar Erling Haaland. O centroavante da Noruega precisa de poucas oportunidades para decidir partidas e conta com o apoio do meia Martin Ødegaard, responsável pela organização ofensiva da equipe. A estratégia norueguesa deve privilegiar uma defesa compacta e explorar os contra-ataques, justamente um dos pontos que causaram dificuldades ao Brasil em jogos recentes.
Por outro lado, a Seleção Brasileira aposta na velocidade de Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli pelos lados do campo, além da experiência de Casemiro e Bruno Guimarães no setor de meio-campo para controlar o ritmo da partida. A expectativa também gira em torno da recuperação de Raphinha, enquanto Lucas Paquetá segue como desfalque por lesão.
Especialistas avaliam que o confronto poderá ser decidido nos detalhes. Se conseguir controlar Haaland e evitar perdas de bola na saída para o ataque, o Brasil aumenta significativamente suas chances de avançar. No entanto, qualquer espaço concedido à equipe escandinava poderá ser suficiente para manter vivo o histórico favorável da Noruega diante da Seleção Brasileira.
Independentemente do favoritismo, o duelo reúne ingredientes de uma decisão antecipada: tradição, qualidade técnica, um tabu histórico e duas equipes que chegam motivadas em busca de uma vaga entre as oito melhores seleções da Copa do Mundo de 2026.
Da redação Mídia News





