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Papa pede fim da violência de colonos contra palestinos na Cisjordânia

Leão XIV condena ataques contra civis; moradores de Qusra tiveram casas cercadas e fornecimento de água e energia interrompido em meio ao avanço de colonos israelenses

O papa Leão XIV fez um novo apelo pelo fim da violência contra a população palestina na Cisjordânia ocupada, diante do aumento das ações de colonos israelenses e da tensão provocada pelo cerco a famílias palestinas. A manifestação ocorreu neste domingo (16), durante o Angelus, em Castel Gandolfo.

“Renovo o meu apelo para que cessem as repetidas violências contra a população civil palestina na Cisjordânia”, declarou o pontífice. Leão XIV também pediu à comunidade internacional que trabalhe para fazer avançar a solução de dois Estados, defendida pelo Vaticano como caminho para uma paz justa e duradoura.

A manifestação ocorre em meio a uma escalada da tensão na vila palestina de Qusra, ao sul de Nablus. Colonos israelenses cercaram residências e interromperam o fornecimento de água e eletricidade, deixando famílias isoladas. Relatos apontam ainda bloqueios de acesso e ações de intimidação contra moradores.

Segundo informações da Reuters, organizações de direitos humanos afirmam que episódios desse tipo fazem parte de uma pressão crescente sobre comunidades palestinas para ampliar o controle territorial dos colonos na Cisjordânia. O avanço ocorre justamente em áreas reivindicadas pelos palestinos para a criação de um futuro Estado.

A situação em Qusra também provocou reação dos Estados Unidos. Autoridades americanas pressionaram o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a condenar publicamente as ações dos colonos envolvidos no cerco. O episódio ganhou repercussão adicional porque uma das residências atingidas pertence a um palestino-americano.

A disputa pelo acesso à água também se tornou um dos pontos críticos da expansão dos colonos. Em outro episódio recente, na aldeia de Fasayil, colonos desviaram uma fonte de água utilizada por agricultores palestinos para abastecer uma piscina destinada a visitantes. Dados citados pela Reuters apontam mais de 160 ataques relacionados a recursos hídricos na Cisjordânia somente em 2026.

A maior parte da comunidade internacional considera ilegais os assentamentos israelenses construídos na Cisjordânia ocupada. Israel contesta essa interpretação e considera o território disputado. O crescimento dos assentamentos, porém, é apontado como um dos principais obstáculos à implementação da solução de dois Estados.

Ao voltar a se manifestar sobre o conflito, Leão XIV reforçou a posição diplomática da Santa Sé em defesa da população civil e de uma solução negociada. O pontífice pediu ação da comunidade internacional para interromper a violência e criar condições para uma paz duradoura entre israelenses e palestinos.

Da redação Mídia News Campo Grande

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