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Lula inaugura túnel sem água e canteiro de obras antes do início das restrições eleitorais

Presidente participou de cerimônias no Rio Grande do Norte e na Bahia na reta final do prazo permitido pela legislação eleitoral para inauguração de obras públicas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na última semana, de uma série de eventos relacionados a obras de infraestrutura no Rio Grande do Norte e na Bahia, poucos dias antes do início das restrições impostas pela legislação eleitoral.

Entre os atos, estiveram a inauguração do Túnel Major Sales, no Ramal do Apodi, ainda sem a chegada da água da transposição do Rio São Francisco, e a cerimônia de início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, empreendimento aguardado há cerca de duas décadas.

No município de Luís Gomes (RN), Lula inaugurou o Túnel Major Sales antes da chegada da água ao local. Durante o discurso, o presidente afirmou que houve um “erro de cálculo” no cronograma, o que impediu que a água alcançasse o túnel a tempo da cerimônia. Segundo o Palácio do Planalto, a estrutura estava pronta para operar e o atraso ocorreu porque a água ainda percorria o sistema da transposição do Rio São Francisco. Horas depois da solenidade, a água chegou ao túnel e o momento foi divulgado pela governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Ainda durante o evento, Lula criticou as restrições previstas na legislação eleitoral, que proíbem candidatos e pré-candidatos de participarem de inaugurações de obras públicas a partir dos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições. O presidente classificou a regra como uma “papagaiada”, afirmando que a medida limita sua participação em eventos oficiais durante o período eleitoral.

Na Bahia, o presidente participou da cerimônia de início das obras da Ponte Salvador-Itaparica, projeto anunciado há aproximadamente 20 anos e considerado uma das maiores intervenções de infraestrutura do estado. A solenidade marcou oficialmente o começo da execução do empreendimento, embora as obras ainda estejam em fase inicial.

As agendas ocorreram na reta final do período permitido pela Lei das Eleições para inaugurações e eventos oficiais com participação de autoridades que disputarão cargos eletivos. A legislação busca evitar o uso da máquina pública para favorecer candidaturas durante a campanha eleitoral.

A realização das cerimônias repercutiu entre apoiadores e opositores do governo. Enquanto integrantes da base governista destacaram a importância dos investimentos em infraestrutura e abastecimento hídrico para o Nordeste, críticos questionaram a realização de inaugurações antes da conclusão efetiva das obras e apontaram o calendário eleitoral como fator determinante para a concentração dos eventos.

Da redação Mídia News

Flávio Fontoura

Flávio Fontoura é jornalista, fundador e editor-chefe deste portal, onde assina a maioria das reportagens. utiliza sua expertise no setor audiovisual e sua visão empreendedora para liderar a linha editorial do site, unindo o rigor da informação à dinâmica da produção de conteúdo moderno.

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