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Filho de Kassio Nunes amplia patrimônio e acumula R$ 27,7 milhões em investimentos em dois anos

Documentos da CVM apontam crescimento patrimonial de Kevin Marques, advogado e filho do ministro do STF; defesa afirma que todos os recursos foram declarados à Receita Federal e nega atuação no Supremo.

O advogado Kevin de Carvalho Marques, filho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Kassio Nunes Marques, acumulou R$ 27,7 milhões em aplicações em fundos de investimento em pouco mais de dois anos de atuação profissional. As informações constam em documentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) encaminhados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado.

De acordo com os documentos, em agosto de 2025 Kevin possuía cerca de R$ 5 milhões aplicados em um fundo de renda fixa do Banco do Brasil. Até dezembro do mesmo ano, esse montante passou para aproximadamente R$ 5,3 milhões em razão da valorização das cotas, além de uma nova aplicação de R$ 22,4 milhões em outro fundo da mesma instituição, elevando o patrimônio financeiro para R$ 27,7 milhões.

As informações disponíveis não apontam qualquer irregularidade nas aplicações financeiras ou na evolução patrimonial do advogado.

Kevin Marques, de 25 anos, foi aprovado no Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em fevereiro de 2024 e abriu seu escritório de advocacia cerca de seis meses depois. Desde então, passou a representar empresas de grande porte, entre elas a Refit e o Grupo Petrópolis.

Em nota, a assessoria do advogado afirmou que todos os recursos estão devidamente declarados à Receita Federal, tanto na pessoa física quanto na jurídica. A defesa também ressaltou que Kevin Marques “não advoga no STF”.

Grande parte dos processos públicos em que ele atua tramita no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), onde Kassio Nunes Marques construiu sua carreira como magistrado antes de ser indicado ao Supremo Tribunal Federal em 2020. O advogado também possui processos no Tribunal de Justiça do Piauí, além de atuar em ações no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e em outros tribunais estaduais.

Segundo levantamento da plataforma Escavador, Kevin figura como advogado em aproximadamente 30 processos, a maioria envolvendo empresas com atuação regional.

O caso ocorre em meio ao debate sobre a atuação de parentes de ministros de tribunais superiores na advocacia. Apesar da repercussão, até o momento não há indicação oficial de irregularidades relacionadas às aplicações financeiras ou ao patrimônio declarado pelo advogado.

Da redação Mídia News

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