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Delação de Mauro Cid volta à análise do STF após PGR pedir perícia em conversas atribuídas ao militar

Procuradoria-Geral da República solicita novas diligências para verificar autenticidade de mensagens enviadas por plataformas digitais antes de eventual decisão sobre a colaboração premiada

A colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid voltou ao centro das atenções no Supremo Tribunal Federal após a Procuradoria-Geral da República solicitar novas diligências para aprofundar a investigação sobre conversas atribuídas ao militar. O pedido inclui a realização de uma perícia técnica pela Polícia Federal em dados fornecidos por plataformas digitais, com o objetivo de verificar a autenticidade das mensagens e identificar os responsáveis pelos perfis envolvidos.

A manifestação foi encaminhada pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, ao ministro Alexandre de Moraes. Segundo a PGR, ainda há necessidade de confirmar a autoria das contas investigadas e validar o conteúdo das conversas apresentadas pela defesa de Marcelo Costa Câmara, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Além da perícia nos dados enviados por empresas de tecnologia, a Procuradoria também requereu que a Secretaria Judiciária do STF reúna documentos relacionados ao caso e verifique a existência de outras decisões judiciais e respostas das plataformas envolvendo os mesmos perfis. A intenção é consolidar todas as informações disponíveis antes da conclusão das investigações.

O caso ganhou novos desdobramentos após a defesa de Marcelo Costa Câmara entregar ao Supremo, em 2025, áudios e capturas de tela de conversas que, segundo os advogados, teriam sido mantidas com Mauro Cid por meio de um perfil na rede social Instagram. De acordo com a defesa, os diálogos indicariam que a colaboração premiada do militar não teria sido prestada de forma totalmente voluntária, argumento que ainda depende da confirmação da autenticidade do material apresentado.

Em razão da apresentação dessas conversas, Alexandre de Moraes determinou a abertura de um inquérito para apurar uma possível tentativa de obtenção de informações sigilosas relacionadas ao acordo de delação premiada. No âmbito dessa investigação, empresas como Meta e Google encaminharam ao STF dados cadastrais e registros de atividade vinculados aos perfis mencionados no processo.

Até o momento, o Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu sobre o pedido da Procuradoria-Geral da República. A expectativa é de que a perícia solicitada pela Polícia Federal contribua para esclarecer a origem das mensagens e definir se o material poderá ser utilizado como elemento válido na investigação.

Da redação Mídia News

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