
O advogado Paulo Cunha Bueno, que atua na defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro, criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não autorizou a visita dos filhos ao ex-presidente neste domingo (9), Dia dos Pais. O defensor classificou a medida como “cruel e inédita”.
A decisão atingiu o pedido para que Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro pudessem estar com o pai na data comemorativa. Bolsonaro está submetido a restrições determinadas pela Justiça, incluindo regras específicas para recebimento de visitantes.
Ao analisar o pedido apresentado pela defesa, Moraes manteve as limitações impostas às visitas. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, o ministro destacou que as restrições anteriormente determinadas continuam em vigor e que a comemoração do Dia dos Pais não justificaria uma exceção às medidas judiciais.
A manifestação provocou reação entre integrantes da família Bolsonaro e seus aliados. O senador Flávio Bolsonaro também criticou publicamente a decisão e afirmou que a situação teria “dia e hora para acabar”, ampliando a repercussão política do episódio.
Paulo Cunha Bueno, por sua vez, questionou a manutenção das restrições justamente em uma data de caráter familiar. A declaração do advogado ganhou repercussão nas redes sociais e entre apoiadores do ex-presidente.
O episódio ocorre em meio a uma série de decisões judiciais envolvendo Bolsonaro e seus familiares. As condições impostas pelo Supremo determinam limites para visitas e contatos, e eventuais flexibilizações dependem de autorização judicial.
A negativa deste domingo reforça que as restrições determinadas anteriormente permanecem válidas mesmo em datas comemorativas. A defesa, entretanto, sustenta posição contrária e considera que a visita dos filhos poderia ocorrer sem comprometer as determinações judiciais impostas ao ex-presidente.
A decisão também voltou a alimentar o debate político em torno do tratamento dispensado a Bolsonaro, com aliados criticando Moraes, enquanto a determinação judicial se fundamenta na manutenção das medidas e restrições já estabelecidas no processo.
Da redação Mídia News





