
Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciaram uma mobilização grevista contra a gestão do presidente do órgão, o economista Marcio Pochmann. O movimento começou na Bahia e deve ganhar dimensão nacional a partir de segunda-feira (17), quando está prevista a adesão de trabalhadores do Núcleo Sede, no Rio de Janeiro.
A mobilização é organizada pela Associação dos Servidores do IBGE (ASSIBGE-SN), que atribui o movimento a uma série de divergências com a atual administração. Entre as reclamações apresentadas pelo sindicato estão mudanças relacionadas ao Programa de Gestão e Desempenho (PGD), regras de progressão, restrições à Indenização de Campo, condições de trabalho temporário, situação das unidades do instituto e críticas à relação da administração com a representação sindical.
Na Bahia, a greve por tempo indeterminado começou na segunda-feira (10). Segundo informações divulgadas pela própria ASSIBGE-SN, a mobilização alcançou 38 agências e setores do instituto no estado, com 82 servidores efetivos participando inicialmente da paralisação.
O sindicato afirma que a insatisfação se acumulou nos últimos meses. Em julho, a categoria já discutia a possibilidade de uma greve nacional, apontando medidas consideradas “precarizantes” e criticando a postura da direção do instituto. Na ocasião, a administração do IBGE sustentou que buscava padronizar regras relacionadas à gestão dos funcionários.
A mobilização deve entrar em uma nova etapa na segunda-feira (17). A ASSIBGE convocou uma entrevista coletiva no Rio de Janeiro para apresentar as razões da greve e abordar ações judiciais movidas pela entidade contra decisões da atual administração.
A paralisação ocorre em um órgão estratégico para a produção de informações oficiais do país. O IBGE é responsável por levantamentos estatísticos, econômicos, sociais, demográficos e geográficos utilizados pelo poder público, empresas, pesquisadores e pela sociedade.
Até o momento, as informações disponíveis apontam para adesões diferenciadas entre unidades, portanto ainda não é possível afirmar que todas as atividades do IBGE estejam paralisadas nacionalmente.
Da redação Mídia News





