
A jornalista Malu Gaspar tornou-se uma das principais personagens da cobertura da crise envolvendo o Banco Master e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após a divulgação de informações obtidas a partir de dados relacionados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Documentos que vieram a público nos últimos dias acrescentaram novos elementos à discussão sobre a origem do material divulgado pela imprensa e sobre as circunstâncias em que informações sigilosas da investigação chegaram a jornalistas.
Segundo relato atribuído à delegada da Polícia Federal Janaina Palazzo, responsável pelo inquérito da Operação Compliance Zero, dados extraídos do celular de Vorcaro incluíam informações referentes ao contrato de serviços advocatícios envolvendo o escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, além de supostas conversas entre Vorcaro e o ministro.
O depoimento também aponta que um perito da Polícia Federal mantinha contato com Malu Gaspar e teria sugerido que a delegada conversasse com a jornalista. Após a publicação das informações, o episódio foi comunicado à chefia da Polícia Federal e o perito acabou afastado das investigações.
Material provoca disputa dentro do STF
As informações relacionadas a Moraes passaram a ocupar o centro de uma controvérsia institucional sobre a possibilidade de investigação do ministro e sobre a validade e a origem das provas.
Malu Gaspar também noticiou movimentações de ministros e aliados de Moraes em torno das questões processuais que antecederiam uma eventual análise do mérito do caso pelo Supremo.
O conteúdo divulgado, entretanto, não permite afirmar como fato consumado que as revelações representem o “fim da carreira” de Alexandre de Moraes. As consequências jurídicas e institucionais dependem da análise das provas, das manifestações dos envolvidos e das decisões que venham a ser tomadas pelos órgãos competentes.
Ameaças precisam de confirmação
Também é necessário separar os ataques dirigidos à jornalista nas redes sociais de eventuais ameaças de morte. Até que exista confirmação documental, policial ou manifestação da própria jornalista ou de seu veículo, a existência dessas ameaças não deve ser apresentada como fato comprovado.
Da redação Mídia News Campo Grande





