
A empresária e lobista Roberta Luchsinger criticou mulheres que se identificam com o movimento feminista por, segundo ela, não terem manifestado apoio diante das investigações em que seu nome aparece. Roberta também relatou ter recebido ameaças e demonstrou preocupação com a própria segurança e a proteção de suas filhas.
As declarações acrescentam um novo capítulo à exposição pública da empresária, que tem sido mencionada em discussões políticas envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e integrantes de seu círculo familiar.
Críticas à falta de solidariedade feminina
Roberta questionou a ausência de manifestações de solidariedade por parte de mulheres que defendem publicamente os direitos femininos. Na avaliação da empresária, o apoio às mulheres não deveria depender de posicionamentos políticos ou de afinidades pessoais.
A crítica é dirigida especialmente àquelas que, segundo seu relato, permaneceram em silêncio enquanto ela enfrentava investigações, questionamentos públicos e situações que considera ameaçadoras.
As declarações representam a avaliação pessoal de Roberta e não permitem concluir que organizações feministas, de maneira geral, tenham adotado uma posição uniforme sobre seu caso.
Ameaças e preocupação com as filhas
Um dos pontos mais sensíveis do relato envolve as ameaças que a empresária afirma ter recebido. Roberta demonstrou preocupação com as possíveis consequências da exposição pública para suas filhas.
As alegações de ameaças precisam ser apuradas pelas autoridades competentes. A existência de investigações envolvendo a empresária não elimina seu direito à segurança, à integridade física e à proteção de seus familiares.
Em entrevista concedida à CNN Brasil no sábado (17), a empresária afirmou receber ameaças de morte diariamente e disse que seus advogados já levaram os relatos às autoridades.
Investigação da Polícia Federal
Roberta Luchsinger é investigada pela Polícia Federal por suspeitas de tráfico de influência. As apurações abrangem suas relações com Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, e com Antônio Camilo Antunes, chamado de Careca do INSS.
A empresária nega ter cometido irregularidades, afirma colaborar com a Justiça e ressalta que ainda não foi condenada. Também declarou intenção de apresentar informações às autoridades por meio de colaboração premiada.
Declarações ampliam repercussão política
As manifestações de Roberta ocorrem em meio à repercussão das investigações e às divergências públicas com o presidente Lula.
Na segunda-feira (19), ela também questionou a ausência de solidariedade da primeira-dama Janja e afirmou sentir-se isolada diante das pressões que relata enfrentar.
O caso continua cercado por investigações e versões conflitantes. As acusações apresentadas publicamente pela empresária dependem de comprovação e não representam, por si só, conclusões judiciais.
Da redação Mídia News Campo Grande





