Aliados de Lula e Tarcísio já se movimentam para eleições de 2028; veja os nomes cotados
Disputa pela Prefeitura de São Paulo começa a movimentar os bastidores políticos, com possíveis candidatos ligados ao presidente Lula, ao governador Tarcísio de Freitas e ao prefeito Ricardo Nunes

Embora as eleições municipais de 2028 ainda estejam a dois anos de distância, lideranças políticas de São Paulo já iniciaram articulações para definir possíveis candidatos à sucessão do prefeito Ricardo Nunes (MDB). As movimentações envolvem aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e integrantes da direita ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O resultado das eleições presidenciais de outubro de 2026 também passou a influenciar as conversas. Enquanto setores da esquerda avaliam positivamente o desempenho eleitoral de Lula na capital paulista, grupos de centro e direita discutem alternativas para manter o comando da Prefeitura.
A sucessão promete envolver diferentes partidos e possíveis divergências entre aliados que estiveram juntos nas eleições anteriores.
Direita discute sucessão de Ricardo Nunes
No grupo político do atual prefeito, três nomes aparecem nas primeiras conversas: Fabrício Cobra, Edson Aparecido e Sidney Cruz.
Sidney Cruz (MDB), eleito deputado federal em 2026, é apontado por interlocutores como uma das principais opções de Ricardo Nunes para disputar a Prefeitura.
Fabrício Cobra, secretário municipal de Subprefeituras, também integra a relação de possíveis candidatos. Já Edson Aparecido, secretário de Governo, possui experiência em cargos legislativos e administrativos.
Entretanto, aliados de Tarcísio de Freitas defendem que o governador tenha participação direta na escolha do candidato, mesmo que o nome não seja o preferido de Nunes.
Outros políticos mencionados nas articulações são:
- Rodrigo Garcia (Republicanos): ex-governador de São Paulo, que mantém interlocução com integrantes do governo estadual.
- Guilherme Derrite (PP): nome ligado ao campo conservador e à área de segurança pública.
- Ricardo Salles (Novo): ex-ministro do Meio Ambiente e integrante da direita paulista.
- Coronel Mello Araújo (PL): atual vice-prefeito de São Paulo, que também é citado como possível candidato.
A eventual candidatura de Mello Araújo poderá representar uma alternativa própria do bolsonarismo, dependendo das negociações entre os partidos.
Esquerda avalia nomes após vitória de Lula
No campo político ligado ao presidente Lula, o resultado das eleições presidenciais de 2026 aumentou o interesse pela disputa municipal.
Na capital paulista, Lula obteve aproximadamente 55,5% dos votos válidos no segundo turno, contra 44,5% de Flávio Bolsonaro (PL).
O desempenho é interpretado por integrantes do PT como uma oportunidade para reorganizar a atuação eleitoral na cidade, embora a legenda ainda não tenha definido quem poderá representar o grupo.
Entre os nomes mencionados estão:
- Guilherme Boulos (PSOL): ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e candidato à Prefeitura de São Paulo em 2020 e 2024.
- Luna Zarattini (PT): vereadora paulistana eleita deputada federal em 2026.
- Tabata Amaral (PSB): deputada federal que disputou a Prefeitura em 2024 e já manifestou interesse em concorrer novamente.
- Simone Tebet (PSB): ex-ministra do Planejamento e Orçamento, também mencionada nas conversas sobre a sucessão municipal.
Outro nome lembrado por integrantes do PT é Alexandre Padilha, ministro da Saúde.
Apesar das especulações, ainda não existe definição sobre uma candidatura única da esquerda ou sobre eventuais alianças entre PT, PSOL e PSB.
Eleições de 2028 também influenciam projetos para 2030
A disputa pelo comando da Prefeitura de São Paulo não está isolada das articulações para as eleições estaduais e presidenciais de 2030.
Aliados de Tarcísio consideram que a manutenção de um grupo político próximo ao governador na administração da capital poderá ter importância nas negociações futuras.
Ricardo Nunes, que não poderá disputar um terceiro mandato consecutivo em 2028, também aparece em conversas sobre uma eventual candidatura ao governo paulista em 2030.
Por outro lado, a reorganização do secretariado estadual e as futuras escolhas para ministérios do governo Lula poderão ampliar a exposição pública de políticos considerados possíveis candidatos à Prefeitura.
Definições ainda dependem de negociações partidárias
Apesar da movimentação antecipada, os nomes apresentados até agora representam possibilidades discutidas por dirigentes e interlocutores políticos, não candidaturas oficialmente definidas.
As decisões dependerão de negociações partidárias, alianças, posicionamentos dos próprios interessados e do cenário político nos próximos dois anos.
A eleição municipal de 2028 deverá marcar uma nova etapa na disputa pelo comando da maior cidade brasileira, com reflexos também sobre a organização das forças políticas para 2030.
Da redação Mídia News Campo Grande
