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Armínio Fraga alerta para risco de recessão em 2027 e critica condução fiscal do governo Lula

Ex-presidente do Banco Central afirma que desequilíbrio das contas públicas pode comprometer o crescimento econômico e elevar a percepção de risco no país

O economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central e fundador da Gávea Investimentos, voltou a demonstrar preocupação com os rumos da economia brasileira ao afirmar que o país corre o risco de enfrentar uma recessão em 2027 caso não haja mudanças na condução da política fiscal. As declarações foram feitas durante participação em evento sobre economia, no qual o economista destacou que o cenário atual exige medidas voltadas ao equilíbrio das contas públicas e ao fortalecimento da confiança de investidores.

Fraga, que declarou apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições de 2022, tem adotado um tom cada vez mais crítico em relação à política econômica do atual governo. Em entrevistas recentes, o economista afirmou que o Brasil segue em um caminho considerado preocupante devido ao crescimento das despesas públicas, à dificuldade em controlar o avanço da dívida e à ausência de uma estratégia fiscal capaz de reduzir os juros de forma sustentável.

Segundo o ex-presidente do Banco Central, a deterioração das contas públicas aumenta a percepção de risco da economia brasileira, pressionando as taxas de juros e reduzindo o espaço para investimentos privados. Na avaliação dele, sem uma correção de rumo, o país poderá enfrentar um período de baixo crescimento econômico, com reflexos sobre emprego, renda e atividade produtiva.

Durante suas manifestações, Fraga ressaltou que o problema fiscal representa o principal desafio da economia brasileira neste momento. Para ele, a manutenção de despesas elevadas e a dificuldade de estabilizar a trajetória da dívida pública comprometem a credibilidade do país perante o mercado financeiro e dificultam a criação de um ambiente favorável ao desenvolvimento econômico.

As críticas também chamam atenção pelo histórico político do economista. Embora tenha apoiado Lula na disputa presidencial de 2022 e declarado publicamente seu voto no petista, Fraga tem afirmado que isso não o impede de apontar aquilo que considera equívocos na condução econômica do governo. Em entrevistas anteriores, chegou a afirmar que não se arrepende do voto, mas demonstrou preocupação com os rumos da política econômica e com o aumento dos riscos fiscais.

Economistas divergem sobre a probabilidade de uma recessão em 2027, já que esse cenário depende de fatores como a evolução da política fiscal, da inflação, dos juros, do ambiente internacional e das decisões adotadas pelo governo nos próximos anos. Ainda assim, as declarações de Armínio Fraga reforçam o debate sobre a necessidade de equilíbrio entre responsabilidade fiscal e crescimento econômico, tema que permanece no centro das discussões sobre a economia brasileira.

Da redação Midia News

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