
O jornal O Estado de S. Paulo publicou nesta quinta-feira (1º) um editorial com críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, por causa de um telefonema feito ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante uma agenda oficial realizada em Belém (PA). No texto, o jornal afirma que Lula “avacalha” a liturgia do cargo e questiona a postura institucional do presidente em relação ao Judiciário. Brasilagro
O episódio ocorreu na segunda-feira (28), durante cerimônia no Hospital Beneficente Portuguesa, em Belém. Lula participava da sanção de uma lei que estabelece mecanismos de avaliação da qualidade da assistência à saúde. O projeto que deu origem à legislação havia sido apresentado por Dino em 2024, quando ele ainda exercia mandato de senador. CNN Brasil
Telefonema durante cerimônia
Antes de sancionar a proposta, Lula pediu que um assessor telefonasse para Dino e colocou a conversa no viva-voz. O presidente explicou ao ministro que estava prestes a sancionar a legislação e o convidou a falar para o público presente. A ligação, porém, caiu antes que Dino pudesse fazer uma manifestação mais extensa. CNN Brasil
O editorial do Estadão interpretou a cena de maneira crítica. Segundo o jornal, presidentes mantêm naturalmente contatos institucionais com integrantes do Supremo, mas a separação entre os Poderes exigiria cautela na exposição pública dessa proximidade, especialmente durante o período eleitoral. Brasilagro
Jornal questiona limites institucionais
No editorial, o Estadão sustenta que Lula mistura com frequência sua condição de presidente com sua atuação política e eleitoral. É nesse contexto que o jornal emprega a expressão de que o presidente “avacalha” a institucionalidade. Trata-se de uma avaliação editorial do jornal, e não de uma conclusão factual ou jurídica sobre a conduta de Lula. Revista Oeste
A publicação também critica a proximidade política entre Lula e Dino, que foi ministro da Justiça do atual governo antes de ser indicado pelo presidente para uma cadeira no STF.
Episódio provocou reação política
O telefonema também foi criticado pelo candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Em manifestação pública, ele questionou a relação entre Dino e Lula e perguntou se o ministro continuaria sendo “subordinado” ao presidente. Essa afirmação representa a crítica política do candidato; Dino, como ministro do STF, integra o Poder Judiciário e não é subordinado ao presidente da República. Folha de S.Paulo
A controvérsia ocorre nos últimos dias da campanha para o primeiro turno das eleições de 2026 e amplia o debate político sobre os limites da relação institucional entre o Palácio do Planalto e integrantes do Supremo.
Da redação Mídia News Campo Grande





