O senador Flávio Bolsonaro afirmou ter se tornado alvo de mais de 1.600 ameaças de morte e mensagens ofensivas nas redes sociais após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante um evento público realizado em Goiás. A alegação faz parte dos argumentos apresentados pela defesa do parlamentar em uma ação protocolada junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
A controvérsia teve início após Lula criticar Flávio Bolsonaro em um discurso sobre a atuação de integrantes da família Bolsonaro em articulações políticas envolvendo os Estados Unidos. Na ocasião, o presidente classificou o senador como “traidor da pátria” e fez referência histórica ao episódio da Inconfidência Mineira, citando o caso de Joaquim Silvério dos Reis ao questionar o que mereceriam aqueles que, segundo ele, agem contra os interesses nacionais.
A defesa de Flávio Bolsonaro sustenta que a fala presidencial extrapolou o debate político e teria incentivado manifestações violentas contra o senador. Com base nesse entendimento, os advogados ingressaram com uma notícia-crime no STF pedindo a investigação de Lula por suposta ameaça e incitação ao crime.
Segundo o parlamentar, as ameaças teriam sido registradas nas horas seguintes à repercussão do discurso, principalmente em plataformas digitais. Os advogados argumentam que declarações feitas por um presidente da República possuem elevado alcance e potencial de influência sobre milhões de pessoas, especialmente em um ambiente político marcado pela polarização.
O episódio gerou forte repercussão entre apoiadores do governo e da oposição, ampliando o embate político em meio às movimentações para as eleições de 2026. Até o momento, não há decisão do STF sobre o pedido apresentado pela defesa do senador.
A Presidência da República não havia divulgado posicionamento oficial específico sobre a acusação de que o discurso teria provocado as ameaças relatadas por Flávio Bolsonaro. O caso segue em análise e pode ter novos desdobramentos judiciais nos próximos dias.
Da redação Mídia News





