
O navio-plataforma Alexandre de Gusmão, instalado no Campo de Mero, no pré-sal da Bacia de Santos, atingiu a capacidade máxima prevista em projeto, chegando à produção de 180 mil barris de petróleo por dia. O resultado amplia a capacidade operacional de uma das principais áreas de exploração da Petrobras no país.
O Campo de Mero está localizado a aproximadamente 180 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em uma região de águas ultraprofundas. A operação ocorre em lâmina d’água de cerca de 2,1 mil metros.
Mero é atualmente o terceiro maior campo produtor de petróleo do Brasil, atrás apenas de Búzios e Tupi, que também estão localizados no pré-sal da Bacia de Santos. No segundo trimestre de 2026, o ativo registrou produção média próxima de 740 mil barris de petróleo por dia, antes mesmo de o Alexandre de Gusmão alcançar sua capacidade máxima.
A unidade Alexandre de Gusmão é um FPSO, sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência. Esse tipo de navio-plataforma permite realizar em alto-mar diferentes etapas da exploração, incluindo produção e processamento dos hidrocarbonetos, além do armazenamento e transferência do petróleo produzido.
O projeto do Alexandre de Gusmão prevê a conexão de 12 poços, sendo seis produtores de petróleo e seis destinados à injeção de água ou gás. Com o avanço da operação, cinco poços produtores e três injetores já estavam conectados quando a plataforma alcançou o topo de produção.
Além do Alexandre de Gusmão, outras quatro unidades operam no Campo de Mero: Pioneiro de Libra, Guanabara, Sepetiba e Marechal Duque de Caxias. O conjunto de plataformas coloca o campo entre os ativos estratégicos para a expansão da produção brasileira no pré-sal.
O desempenho ocorre em um momento de forte produção nos grandes campos da Bacia de Santos. Búzios, por exemplo, superou em junho a marca de 1,2 milhão de barris de petróleo por dia, enquanto Tupi alcançou em 2026 a marca acumulada de 4 bilhões de barris de óleo equivalente produzidos.
Com o Alexandre de Gusmão operando em sua capacidade máxima, Mero reforça sua participação na produção do pré-sal, região que concentra parcela predominante do petróleo extraído pela Petrobras no país.
Da redação Mídia News Campo Grande




